Regional

Líder de comunidade é morto em Santa Cruz

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Santa Cruz do Rio Pardo – A Delegacia de Santa Cruz do Rio Pardo (120 quilômetros de Bauru) está investigando o assassinato do líder comunitário Aílton dos Reis, morto no último dia do ano passado com um tiro na nuca dentro de sua própria residência.

Segundo informações do delegado Paulo Roberto Cecatto, o líder comunitário foi encontrado ainda agonizando por volta das 11h do sábado. Parentes que moram na mesma rua teriam acionado a polícia que encontrou Reis dentro de seu quarto de bruços sobre a cama.

Reis, que trabalhava em um frigorífico, era presidente da Associação de Moradores da Vila Bom Jardim e atuava na comunidade há vários anos. “Ele era o presidente da associação de bairros fazia uns 10 ou 12 anos mais ou menos”, comenta Ivone Veríssimo, irmã do líder comunitário.

O assassinato de Reis chocou os moradores do bairro que o consideravam uma pessoa importante que ‘lutava’ para conseguir melhorias para o local. “Ele participou do desfavelamento, agora ia conseguir a praça. Ele também conseguiu escola e creche para que as mães levassem os filhos lá para poder trabalhar. Ele praticamente era o líder daqui”, comenta Veríssimo.

A polícia está fazendo investigações e trabalha com a hipótese de Reis ter sido assassinado por traficantes do bairro. “Ele trabalhou muito junto ao poder público para fazer o desfavelamento. Obviamente que contrariou interesses. Era uma pessoa que não gostava de coisas erradas, ele queria que todo mundo lá morasse com dignidade”, comenta Cecatto.

A secretária de promoção social da cidade, Fátima Piasentine, lembra que Reis era bastante participativo nas reuniões feitas entre representantes da Secretaria de Promoção Social e associações de bairros.

José Benedito da Silva, conhecido como Neguinho, integrante da associação de moradores do bairro, lembra que Reis era uma pessoa que procurava ajudar a todos no bairro.

Segundo o delegado, duas pessoas foram ouvidas e liberadas em seguida. A polícia não descarta também a possibilidade de crime passional apesar de acreditar que Reis pode ter sido assassinado por pessoas ligadas ao tráfico e que estariam incomodadas com a atuação positiva de Reis no bairro.

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