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Namorada de Lorde se entrega à polícia

Folhapress
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Rio - Apontada como uma das participantes do ataque ao ônibus da linha 350, Brenda Lizer dos Santos, 19 anos, namorada de Lorde, se entregou na madrugada de ontem à polícia, mas será liberada à noite. A polícia concluiu que ela não teve participação no crime porque não foi reconhecida por cinco vítimas e quatro testemunhas que estavam na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) nem pela adolescente de 13 anos que havia relatado seu envolvimento no caso.

Brenda, segundo seus advogados, decidiu se entregar após sua foto ter sido divulgada na imprensa em razão da prisão, por engano, de Sabrina Aparecida Marques Mendes, 21 anos, apontada pela menor como participante do atentado. Ao ver uma foto de Sabrina, a adolescente a teria confundido com Brenda. A jovem estava escondida na casa de parentes em Cascadura (zona norte do Rio).

Durante a madrugada, seus advogados negociaram sua rendição. Uma equipe da 59.ª Delegacia de Polícia (Duque de Caxias, Baixada Fluminense) foi buscá-la no vizinho bairro de Madureira (zona norte). Pela manhã, Brenda foi levada para a DRE e lá submetida a uma sessão de reconhecimento.

Posteriormente, ela prestou depoimento em que acusou Lorde de ser o mandante do ataque. Negou, porém, sua participação. A jovem estava grávida de Lorde e sofreu um aborto espontâneo dois dias antes do atentado ao ônibus. Ela não falou com os jornalistas. O advogado dela, Ricardo Tristão, disse que as acusações contra Brenda eram “levianas”. “Como dar crédito a ela (a menor) se confundiu a Brenda com a Sabrina?” A polícia chegou a pedir retificação no mandado de prisão contra Brenda, mas isso não foi preciso por ter sido considerada inocente. Até o final da noite de ontem, ela não havia sido liberada.

Ataque

O ataque ocorreu no dia 29 de novembro de 2005, na Penha Circular (zona norte do Rio). Depois que o ônibus parou, atraído por duas jovens, um homem entrou e ordenou a saída do motorista e dos passageiros.

Ele ateou fogo ao veículo logo em seguida. Cinco pessoas foram carbonizadas e outras 14 ficaram feridas. O crime teria sido uma represália à morte de um integrante do grupo de Lorde, Leonardo de Souza Ribeiro, 22 anos, o Ciborg, ocorrida horas antes. Ciborg foi baleado por policiais militares.

À polícia, Lorde negou o crime e apontou o traficante rival, Paulo Rogério de Souza Paes, 27 anos, o Mica, de ter liderado a ação. Embora pertençam à mesma facção criminosa, o Comando Vermelho (CV), os dois são inimigos. Lorde afirmou que, na hora do ataque, estava em um churrasco no morro da Fé com Brenda. Moradores do morro disseram que, antes do ataque, ele teria recrutado pessoas para a ação.

Uma jovem de 13 anos, detida no ano passado também sob suspeita de participar do crime, aponta Lorde como o mandante. A polícia fará uma acareação entre os dois.

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