JC Criança

Hoje é Dia do Fotógrafo


| Tempo de leitura: 4 min

Atire a primeira pedra aquele que nunca tirou uma fotografia. Nestas festas de final de ano mesmo! Aquela “primaiada” toda, tios, tias, avós, mãe, pai... Todos reunidos no jardim, na varanda ou no sofá da sala para tirar aquela foto que vai ficar para a história. E fica para a história mesmo, não tenha dúvida. Nestes dias de chuva, nada mais legal do que reunir a família em volta da caixa de fotografias antigas para relembrar e dar muitas risadas.

Você nunca fez isso? Experimente e não vai deixar de fazer nunca mais!

Mas de onde vem a fotografia? No site do guia dos curiosos (www.guiadoscuriosos.com.br), consta que o primeiro inventor a obter uma imagem fixada pela ação da luz (que é o princípio da fotografia) foi o francês Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833) que, em 1827, demorou mais de oito horas para conseguir a primeira “fotografia”. Captada em uma lâmina de estanho e feita com a luz do Sol, a imagem mostrava parte de um celeiro e uma árvore, a visão que Niépce tinha de sua oficina. Em 1929, ele passou a trabalhar com seu amigo Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), que acabou inventando a primeira máquina fotográfica 12 anos depois. O “daguerreotype” exigia “apenas” 30 minutos de exposição da imagem à luz e impedia que ela desaparecesse - um grande avanço para o projeto original de Niépce. Mas como essa câmera rudimentar funcionava? Uma lâmina de cobre era bem polida, até ficar parecida com um espelho, e recebia um banho de iodo, para ficar sensível à luz. Depois, era colocada em uma “câmera”, uma caixa de madeira bem simples e com lente, para que a imagem fosse captada. A placa era “revelada” com mercúrio quente e a imagem aparecia. Para fixar a cena, ela recebia outro banho, dessa vez de tiosulfato de sódio, e então ganhava uma corzinha com cloreto dourado.

Hoje, tudo mudou. A fotografia foi evoluindo e as máquinas digitais são a febre do momento. Você tira a foto e já vê no visor. Não gostou? Apaga e faz outra...

As tais digitais

A fotografia digital ganhou força no programa espacial dos EUA. As primeiras imagens sem filme registraram a superfície de Marte e foram capturadas por uma câmera de televisão a bordo da sonda Mariner 4, em 1965. Eram 22 imagens em preto e branco e levaram quatro dias para chegar à Terra.

Ainda não eram “puramente digitais”, já que os sensores daquela época capturavam imagens por princípios analógicos televisivos. A necessidade dessa nova invenção se justificava da seguinte forma: ao contrário das tradicionais missões tripuladas, onde os astronautas retornavam à Terra para revelar os filmes (as famosas fotos da Lua, por exemplo), as sondas que sumiriam para sempre no espaço precisavam de uma forma eficaz de transmitir suas descobertas eletronicamente.

As primeiras fotos são de 1965, mas a Mariner 4 foi lançada ainda em 1964. Neste mesmo ano, os laboratórios da RCA criavam o primeiro circuito CMOS, sem ter a menor idéia de que um dia este seria a base das primeiras câmeras digitais. Já o CCD, primeiro tipo de sensor usado na fotografia digital, foi inventado em 1969, nos laboratórios Bell. A primeira versão comercial chegaria ao mercado em 1973, obra da Fairchild Imaging.

Em 1975, a Kodak apresentaria o primeiro protótipo de uma câmera sem filme. O equipamento pesava quatro quilos e gravava as imagens em fita cassete - uma a cada 23 segundos! No ano seguinte, a própria Fairchild, por sua vez, colocaria no mercado sua câmera digital - o primeiro modelo comercial da história.

A primeira câmera digital seria a Fairchild All-Sky Camera, um experimento construído na Universidade de Calgary, no Canadá. Apesar do pioneirismo da Kodak e da Fairchild, quem daria às câmeras sem filme (ainda não digitais) o status de produto de consumo seria a Sony, que em 1981 anunciaria sua primeira Mavica, com preço estimado em US$ 12 mil.

Com o passar dos anos, as câmeras digitais conquistaram as pessoas. Difícil encontrar por aí hoje em dias quem não tenha a sua: Uma coisa é certa, a imagem digital veio para ficar. Pelo menos até que uma nova revolução aconteça, com o desenvolvimento dos hologramas, por exemplo. (Fonte: www.focusfoto.com.br)

____________________

Polaroid

O físico americano Edwin Land estava tirando fotos de sua filha de 5 anos, quando ela perguntou: “Por que não podemos ver estas fotos agora?” Ele percebeu que aquele era o mesmo desejo de muitos fotógrafos amadores. Desse modo, em 1948, ele criou a máquina Polaroid, capaz de produzir fotos instantâneas sem o negativo sair do aparelho. O negativo é revelado com produtos químicos liberados logo que a foto é tirada. Eles transportam sais de prata para uma folha de papel 10 segundos depois do clic.

Comentários

Comentários