Bairros

Programas assistenciais e projetos sociais são apontados como responsáveis pela desaceleração das favelas

Rafael Tadashi
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A redução no ritmo de crescimento das favelas de Bauru é consenso entre as autoridades, mas as razões que levam a esta desaceleração não. De um lado, há os que acreditam que a desaceleração se deu por conta dos programas assistenciais dos governos federal e estadual, caso da secretária municipal do Bem-Estar Social (Sebes), Egli Muniz. “No início de 2005, cerca de 3.500 famílias recebiam o Bolsa-escola ou Bolsa-família. No final do mesmo ano, cerca de 9.500 famílias estavam recebendo o benefício, ou seja, há um incentivo por parte dos governos que contribui para a redução das desigualdades sociais”, afirma.

Do outro lado, há os que defendem a tese de que a desaceleração é resultado de projetos sociais desenvolvidos por entidades e associações em meados da década de 90. Para a ex-vereadora Catarina Carvalho, defensora deste argumento, no caso do Núcleo Habitacional Fortunato Rocha Lima, por exemplo, houve todo um trabalho de conscientização e reeducação das famílias que lá foram morar. “Obviamente que há contratempos e que os resultados demoram a serem percebidos, mas a própria situação de evolução do bairro hoje demonstra que as ações sociais implantadas lá estão dando frutos”, ressalta.

O presidente da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, partilha das duas opiniões, mas acrescenta que a desaceleração no ritmo de crescimento das favelas também é conseqüência da não construção de novas unidades penitenciárias na cidade. “O boom do número de famílias habitando em favelas na década de 90 foi resultado da construção das penitenciárias I e II. Hoje, os familiares destes presos ou se mudaram da cidade ou se estabeleceram aqui. Como não houve a construção de novas penitenciárias, o contingente de familiares de novos presos diminuiu”, salienta.

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