Bairros

Comendador José da Silva Martha é favela mais nova

Rafael Tadashi
| Tempo de leitura: 1 min

Quem passa apressado pela avenida Comendador José da Silva Martha nem repara que ali, próximo ao recinto Mello Moraes, está a favela mais recente de Bauru. No local, terra, mato e pouquíssima infra-estrutura. A 100 metros da avenida, caixas de papelão e madeira, restos de alimentos e muita lama. Este é o cenário em frente à casa de Geraldina Sebastiana da Conceição. A casa, estruturada com restos de madeira e lata, abriga sete crianças, netas de dona Geraldina.

Moradora da favela há mais de seis anos, ela está desempregada há “bastante tempo”. Para sobreviver e dar de comer aos netos, Dona Geraldina planta milho, quiabo e algumas frutas à beira do córrego Água da Forquilha. “Também dou banho, cozinho e bebo água de uma fonte que vem do córrego”, comenta. De acordo com Geraldina, alguns vizinhos têm água encanada e luz elétrica, mas, por estar desempregada, ela não conseguiria pagar as contas.

Afora o caso de Geraldina, que não tem condições financeiras para arcar com serviços básicos, não é raro surgirem reclamações de moradores de favelas que solicitam a instalação de energia elétrica junto à Companhia Paulista de Força e Luz e não obtêm sucesso. De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, a instalação de postes e a ligação de energia elétrica dependem de solicitação da prefeitura municipal, pois a área precisa estar regularizada.

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