Tribuna do Leitor

Exaltação aos voluntários


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Aplausos aos voluntários que, guiados pela luz divina e aquecidos pelo amor, prestam serviços às entidades assistenciais: creches, hospitais, asilos, igrejas ou em qualquer lugar onde bate um coração carente. Tudo fazem sem espera de recompensa. Essa é a verdadeira caridade. São pessoas altruístas, de coração sensível, muitos com baixo poder aquisitivo, de toda faixa etária e de diferentes níveis culturais. Cada um partilhando o seu dom: trovadores da alegria que cantam em hospitais, em casas de doentes acamados ou em outras instituições de caridade. Palhaço, Papai Noel encantando a criançada! Médicos e enfermeiras que assistem e mitigam a dor dos enfermos. Conheci um médico que em seu consultório particular, o paciente precisava esperar muitos dias para ser atendido, mas reservava todas as quintas-feiras para cuidar de pacientes carentes.

Cozinheiras que saciam a fome dos albergados, de dependentes químicos, de crianças de rua, andarilhos...Costureiras das oficinas de costura que trabalham para as mães carentes. Professores fazendo gincanas para angariar alimentos, roupas ou outros utensílios; despertando assim, em seus alunos, o sentimento de solidariedade para com os menos favorecidos. Não é possível nomear aqui os demais voluntários. Não podemos também deixar de enaltecer a solidariedade dos artistas que fazem shows beneficentes, de vários empresários, comerciantes e outras pessoas que foram generosas em suas contribuições para fins filantrópicos.

E agora?! Esses incansáveis voluntários só trabalham? Não são remunerados?... Sim! E de uma maneira prazerosa, o pagamento é à vista e em dólar!... Vejam: acompanhei um grupo de voluntários que foi levar brinquedos, alimentos, alegria, amor, carinho numa entidade de portadores do vírus do HIV. Um Papai Noel comunicativo e engraçado, com o saco cheio de presentes foi o ponto alto da festa. As crianças estavam mais interessadas nos presentes que nas guloseimas. Juntos, rezamos, cantamos e agradecemos a Deus.

É indescritível a emoção e a alegria que sentíamos no meio dos doentes de toda faixa etária. A felicidade era recíproca. O sofrimento ficou esquecido, assistindo o Milagre da Vida! A aura brilhava em todos! E a depressão? Essa fugiu e jamais ocupará a mente de um voluntário. É um remédio sem bula. Aplausos, muitos aplausos aos voluntários bauruenses que nas festas natalinas e 1.º do ano souberam partilhar a vida e deram uma lição de solidariedade. Que esse gesto humano se estenda por todo ano de 2006! Homenagem póstuma aos nossos grandes e saudosos médicos dr. Dilton Oppromola e dr. Gabriel Atta, que nos deixaram sábias lições de humanismo para com os esquecidos do poder público.

Florinda Cesta Croce - RG 4.768.201

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