Política

Tuga ficará neutro na eleição deste ano

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Nem bandeiras nem candidatos oficiais. O prefeito Tuga Angerami (PDT) descartou a possibilidade de “trabalhar como cabo eleitoral” durante as eleições deste ano. Com a postura, espera continuar representando o todo e manter o clima de entendimento que acredita ter devolvido ao município.

“Executivo é uma coisa e Legislativo é outra. Não existe deputado que represente o conjunto de opiniões. Ele, normalmente, representa uma bandeira ou um setor. Não representa o todo, mas a parte. Se eu assumir qualquer posição que seja parcial, perco minha condição de alguém que tem de pensar o todo. Se eu fizer isso, arrebento o clima de entendimento”, reitera.

A iniciativa, alerta ele, não é movida pela tentativa de evitar eventuais embates. Pelo contrário, Tuga destaca seu interesse por boas discussões, quando necessárias. “Eu nunca tive receio de tomar posições, de apoiar ou de fazer crítica. Fui deputado crítico dentro do meu próprio partido. O medo nunca foi a minha motivação. Como eleitor e cidadão, vou ter minhas preferências”, acrescenta.

Na opinião dele, o município tem eleitorado suficiente para eleger dois deputados estaduais e um federal. Ele foi o último a representar a cidade no Congresso, em 1998.

“Bauru historicamente tinha dois estaduais e dois federais. Já há algum tempo tem um estadual. Eu acho muito importante que Bauru eleja deputados. O prefeito é para administrar a cidade. Não é para sair como cabo eleitoral. Até porque a cidade tem um leque de alternativas e eu tenho que respeitar isso. Não vou misturar a minha condição de prefeito com a disputa eleitoral”, reafirma.

O chefe do Executivo, no entanto, chama atenção para a responsabilidade dos partidos políticos, cuja atribuição é eleger os melhores candidatos, de modo que os eleitores identifiquem em Bauru um nome que possa representar a cidade. “Acho importante que os munícipes avaliem os candidatos e concentrem os seus votos em candidatos de Bauru, de tal forma que a gente possa ter a representação aumentada”, opina Tuga.

Neste processo, ele destaca o papel da imprensa, de setores organizados, dos clubes de serviço, igrejas, maçonaria e intelectuais de promover a reflexão pública.

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