Geral

Escola de agroecologia ensina cidadania

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

A região onde a Social atua é caracterizada pela fragilidade do bioma. O lugar é a divisa da Floresta Amazônica com o Cerrado. “A madeira das árvores da mata equatorial é procurada pelas madeireiras e a do cerrado, pelas carvoarias”, explica Soares. Para auxiliar a preservação da área e promover a conscientização da população local, a Social fundou a escola de agroecologia. Ela atende alunos do ensino fundamental a partir da 5.ª série e ensino médio, em horários alternados ao período escolar.

Os alunos são escolhidos com base em um teste de aptidão. “Não adianta limitarmos a renda. Às vezes, o filho de alguém importante tem a facilidade para trabalhar essa questão e não podemos privá-lo dessa oportunidade”, explica Moraes.

Na escola, os jovens assistem aulas de educação ambiental, computação, esportes, vivências, higiene e saúde, artesanato e produção de mudas. Ao término do curso eles recebem certificado. Para conseguir construir a escola, a Social contou com a parceria da entidade alemã de assistência escolar, Arabras.

A unidade possui salas de aula, biblioteca, sala de computação, alojamento, secretaria e coordenação, além do laboratório de educação ambiental que abrigará o projeto Mel e Vida.

O projeto Mel e Vida prevê a implementação de um centro de apicultura, onde serão criadas abelhas rainhas geneticamente selecionadas para aumentar a produção de mel nos apiários. Evitando a consangüinidade na colméia. No projeto, a bioquímica Priscilla Caparroz desenvolverá curso de sanidade da colheita e na aplicação terapêutica do mel, enquanto o biólogo Fábio Brega Gamba implantará um viveiro de mudas para a recuperação de áreas degradadas da bacia hidrográfica dos rios Araguaia e Bananal.

____________________

Educação ambiental

O trabalho da ONG começou em 2002, no município de Araguacema, onde os bauruenses dirigiram e reestruturaram a escola agrícola da cidade e organizaram um festival de música popular.

No assentamento de agricultores de Tarumã, no mesmo município, promoveram o projeto de energia e sinergia do desenvolvimento, que foi considerado o melhor projeto da região norte do Brasil no Prêmio Melhores Práticas de Gestão da Caixa Econômica Federal. Também capacitaram educadores sociais na cidade e na vizinha, Dois Irmãos.

Em 2004, transferiram a sede da ONG para Pequizeiro, onde fundaram a escola de agroecologia Vale do Araguaia, onde estudaram 40 crianças em 2005 e neste ano, a revisão é de mais 70 alunos.

Para 2006, Moraes contou que os planos são consolidar o projeto Mel e Vida, que será financiado pelo Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e terá a parceria da Faculdade de Guaraí (TO).

Outro projeto previsto para 2006 é o Monitoramento de Animais atropelados no trecho rodoviário entre Pequizeiro e o rio Araguaia, na divisa com o Pará. O projeto apresentará soluções para reduzir o problema e já foi aprovado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Em Palmas, será desenvolvido o projeto Escritório Social, onde universitários de diversos cursos de extensão e poderão orientar ONGs e associações gratuitamente para redigir projetos e sanar outras dúvidas.

Comentários

Comentários