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Mulher fica presa em carro no meio da enxurrada na Nações

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Presa dentro do seu carro com água pela cintura, a gerente Vera Lúcia dos Santos tentava inutilmente se comunicar com os policiais que estavam do outro lado da rua. Ela conta que a maior angústia foi não conseguir saber se a esquipe de socorro já tinha percebido que ela estava dentro do automóvel.

“Lá de dentro, com água pela cintura, eu estava muito nervosa e não conseguia saber se tinham me visto lá dentro”, relata.

Pelo telefone celular, ela ligou para o número de emergência da Polícia Militar, que a aconselhou a sair do veículo. “Mas como eu iria sair com aquela enxurrada?”, pergunta. Ela diz que, para que outras pessoas não passem pela mesma angústia, as autoridades deveriam desenvolver mecanismos específicos para esta situação. “Deveriam usar faixas, sinais de lanterna, alguma cosia para avisar que sabem o que está acontecendo”, aponta.

“Para eles, pode parecer que é um incidente de rotina. Mas para quem está dentro de um carro inundado, cercado pela enxurrada, isso não é nem um pouco rotineiro”, diz. A gerente saiu do seu veículo depois que alguns garotos vieram ao seu auxílio, mostrando que já era seguro deixar o carro.

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