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Sucessor de Robinho Pinga é morto

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Apontado pela polícia como o sucessor do traficante Robinho Pinga, Bruno Lopes Cardoso, 21 anos, o Pitbull, foi morto durante um tiroteio na manhã de ontem no Rio. Um menor que acompanhava Pitbull e um policial também morreram.

Quatro assaltantes - entre eles Pitbull e o menor- tentaram roubar o carro do policial João Batista Rodrigues, da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), quando ele saía de uma padaria na região de Campo Grande (zona oeste).

O policial reagiu, iniciando um tiroteio. A polícia encontrou o menor - que tinha dezesseis anos de idade- no hospital Albert Schweitzer, onde ele morreu. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Rio, o garoto fugiu do local do crime com os outros dois comparsas e teria sido levado ao hospital por eles. Apontado como um dos maiores fornecedores de maconha e cocaína para os morros da zona oeste do Rio, Róbson André da Silva, o Robinho Pinga, foi preso em Sorocaba (100 km de São Paulo).

Perfil diferente

Pinga tem um perfil diferente dos traficantes do Rio. É o único que administra suas bocas-de-fumo fora do Estado. Segundo investigações da polícia, ele lava o dinheiro que obtém nas 16 favelas que controla na capital fluminense em outros quatro Estados - São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo.

Com a morte de Erismar Rodrigues Moreira, o Bem-Te-Vi, chefe do tráfico na Rocinha (zona sul do Rio), e a prisão de Edmílson Ferreira da Silva, o Sassá, líder da facção criminosa Amigo dos Amigos (ADA), a captura de Pinga tinha voltado a ser o foco principal da polícia. Há pelo menos quatro anos, o traficante teria transferido seu domicílio eleitoral para São Bernardo, na região do ABC paulista, apesar de não votar, nem justificar sua ausência.

Uma das bases de Robinho Pinga no Estado paulista é Atibaia. Seus filhos estudaram em uma escola no município. A polícia descobriu que o traficante tinha uma marmoraria na cidade. A empresa seria de fachada para facilitar a distribuição de drogas.

Segundo a Polícia Civil paulista, Pinga transportava cocaína e maconha escondidas nas cargas de mármore para dificultar a apreensão. Após a descoberta, Pinga fechou a empresa e a transferiu para outra cidade.

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