Depois da forte chuva de domingo em Bauru, o dia de ontem foi dedicado à limpeza das ruas, estabelecimentos comerciantes e residências e início do conserto dos buracos abertos pela força das águas. Na avaliação do presidente da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, Álvaro de Brito, serão necessários entre 15 e 30 dias para que todos os estragos sejam recuperados. Mas ontem a prefeitura colocou um mutirão de190 funcionários nas ruas para iniciar o trabalho.
A prioridade da prefeitura é normalização das linhas de ônibus e limpeza de ruas e avenidas que dão acesso a bairros, escolas, creches e unidades de saúde e a recuperação da avenida Nações Unidas. Além dos buracos que abriram em alguns trechos da avenida, havia muita lama acumulada que colocava em risco, principalmente, os motociclistas. No final da tarde, a Nações, que pela manhã estava com o trecho entre as ruas Aparecida e Inconfidência fechado para obras, já havia sido liberada.
Trabalharam na retirada de lama e entulho, além de sinalização e orientação no trânsito 120 funcionários da Secretaria de Administrações Regionais (Sear), 50 da Secretaria Municipal de Obras e 20 da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb). Nas residências e estabelecimentos comerciais, a população também começou a limpeza pela manhã.
Segundo o secretário municipal de Obras, Leandro Dias Joaquim, outras ruas e avenidas que dão acesso a bairros foram priorizadas para limpeza, entre elas a rua Mara Lúcia Vieira e avenida Alfredo Maia. Em outras regiões, a água da chuva não prejudicou tanto os moradores. “No Parque Bauru, Jardim Coral e Parque Jaraguá, locais em que a prefeitura fez trabalho de contenção, a drenagem da água foi dentro do esperado”, afirma o secretário.
Em compensação, na avenida Jorge Schneyder Filho, no Parque Paulista, e na rua Natal Fornazari, no Ferradura Mirim, será necessário reposição de solo devido à erosão. Na casa da doméstica Maria de Fátima Alves Guilherme, na quadra 1 da rua Joaquim Gonçalves Soriano, na Pousada da Esperança, o trabalho de limpeza começou na noite de domingo.
Barreira
A água da chuva ultrapassou a barreira de madeira e areia que Maria de Fátima fez em frente a sua casa. “O único quarto que não inundou foi o meu. Meus vizinhos ajudaram colocando tijolos em baixo dos móveis. Mesmo assim, a água molhou sofás, camas e mesa”, desaponta-se a moradora. Ela conta que enxurrada entrou em sua residência pela segunda vez, a primeira foi em 2003.
No quintal, a enxurrada ficou acumulada, sujando as paredes e deixando entulho e lixo vindos da rua. “A rua não tem asfalto e nem boca de lobo para escoar a água. É difícil a gente cuidar da casa e acontecer isso”, desabafa a doméstica. A limpeza da casa dela terminou ontem. “Ainda bem que estou de férias e tive tempo para limpar tudo”, diz.