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Brasil indica novo general para o Haiti

Folhapress
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São Paulo - O general de divisão José Elito Carvalho Siqueira, que atualmente chefia a 6ª Região Militar (Bahia e Sergipe), será o novo comandante da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), em substituição do também general de divisão Urano Teixeira de Mattos Bacellar, que foi encontrado morto no sábado passado num hotel da capital do Haiti, Porto Príncipe. Seu corpo deverá chegar ainda hoje no Rio, para ser enterrado na quarta.

O comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, pretende viajar para o Haiti já no próximo sábado e de lá ir a Nova York, para contatos na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) e discutir o papel do Exército brasileiro nas operações no Haiti e falar sobre o general Siqueira, que precisa passar pelo crivo da organização.

A escolha de Siqueira foi feita pelo Comando do Exército e comunicada ao núcleo de coordenação de paz do Haiti (EUA, França, Canadá, Chile e Argentina, além do Brasil) pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, durante uma “conference call”, no meio da tarde de hoje, com representantes desses países.

Nessa reunião, a decisão de manter o Brasil no comando das operações foi unânime, segundo informação do Itamaraty. Amorim aproveitou para obter uma espécie de compromisso dos demais países de que haverá “ajuda material” - ou seja, mais dinheiro - para que o Haiti possa cumprir seu cronograma eleitoral.

O traslado do corpo do general depende da conclusão da perícia, realizada por um delegado brasileiro, dois peritos da Polícia Federal e um médico do Instituto Médico Legal (IML) do Distrito Federal. Também seguiram na missão um general e um coronel do Exército Brasileiro, um representante da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e um promotor do Ministério Público Militar.

Homenagem

Cerca de 300 pessoas participaram ontem da cerimônia de honras fúnebres ao militar. A cerimônia, promovida pela ONU, terminou por volta das 7h40 (10h40 de Brasília). Bacellar era comandante da Minustah, e assumiu o posto em agosto passado, substituindo o general Augusto Heleno Ribeiro. No sábado, o corpo do general brasileiro foi encontrado morto, com um tiro.

Um militar da Minustah disse que “o general disparou uma bala na boca”. O porta-voz da Minustah, Damian Onses-Cardona, negou-se a dar explicações sobre as circunstâncias da morte do oficial. O governo brasileiro não confirma nenhuma dessas informações. A possibilidade de suicídio é tratada com extrema cautela porque, segundo o jargão militar, o general não apresentava nenhum “sintoma”.

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