Economia & Negócios

Incubadora da Unesp atrai 20 empresas

Da Redação
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A Incubadora de Base Tecnológica e Empresarial de Bauru, que vai funcionar no câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp), ainda não foi inaugurada e já tem 20 empresários interessados em adquirir um espaço no local para instalar seus negócios. A instituição, porém, dispõe de apenas oito salas e, portanto, não poderá atender todos os pedidos.

De acordo com o vice-diretor da Faculdade de Engenharia da Unesp, Jair Wagner de Souza Manfrinato, serão selecionadas as empresas que apresentarem as melhoras propostas. O método também será válido para o momento de distribuição do espaço do prédio, que, provisoriamente, vai abrigar a incubadora. O imóvel tem 200 metros quadrados de área.

“Ainda não analisamos nenhum projeto. Entretanto, o local será distribuído em consonância com a necessidade de cada empresa. Também vamos selecionar as propostas levando em consideração a contribuição que cada uma poderá oferecer ao desenvolvimento da ciência e à cidade de Bauru”, completa Manfrinato.

Cada empresa, segundo o vice-diretor, poderá ficar instalada na incubadora por até dois anos, podendo o prazo ser prorrogado por igual período. Não haverá cobrança de taxas, o que é a principal vantagem do sistema. Os empresários terão de arcar apenas com custos operacionais, isto é, consumo de energia elétrica, água e telefonia.

Ainda conforme Manfrinato, a incubadora deve gerar cerca de 30 novos postos de trabalho em Bauru, já que é destinada a empresas de base tecnológica e empresarial. “Na verdade, ela vai proporcionar um desenvolvimento endógeno sem grandes custos. Isso, a gente sabe, demora um certo tempo, porque nenhuma fábrica adquire tecnologia de alto rendimento do dia para a noite. Na incubadora, as condições para atingir os objetivos traçados são maiores porque o respaldo também é grande”, ressalta.

Para o engenheiro eletricista José Ângelo Cagnon, um dos 20 candidatos, a incubadora é uma alternativa bastante viável para pôr em prática seu projeto de fabricação de um sensor de umidade. “Não teríamos cacife suficiente para criar uma empresa. Sem a incubadora, o projeto levaria mais tempo para ser aprimorado”, admite.

O sensor de Cagnon tem o objetivo de quantificar o volume exato de água que uma determinada área verde necessita. O método, garante o engenheiro, possibilita uma economia de 50% no consumo de energia e também no de água. O equipamento está criado e testado. No entanto, segundo o engenheiro eletricista, será preciso submetê-lo a adaptações para comercializá-lo.

“O intuito da incubadora é esse. Apoiar grupos que tenham um projeto pré-concebido, como é o caso do nosso. Entendemos que teremos de fazer adequações a ele para inseri-lo no mercado, o que será um processo mais fácil do que se tivéssemos que o fazer fora dela”, diz Cagnon. Ele acredita que o produto deva estar pronto para ser comercializado dentro de, no máximo, um ano e meio. O engenheiro, no entanto, ainda não soube precisar o valor do sensor.

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Inauguração

O vice-diretor da Faculdade de Engenharia da Unesp, Jair Wagner de Souza Manfrinato, que coordena a instalação da incubadora de empresas, afirma que o espaço será inaugurado em breve. A data, diz ele, será definida até o fim desta semana. Na verdade, a inauguração da unidade deveria ter ocorrido em outubro do ano passado. Foi adiada, argumenta, porque os trâmites de legalização da unidade atrasaram.

O projeto da incubadora da Unesp começou, de fato, em março de 2005, quando o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, esteve em Bauru e lançou a pedra fundamental da instituição.

Uma nova e definitiva sede para a incubadora deve ser construída nos próximos anos, também dentro do câmpus da Unesp. Será disponibilizada área de cinco mil metros quadrados, de acordo com Manfrinato.

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