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Sebes ‘disputa’ prédio da Comuna

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

O prédio onde já funcionou o abrigo para menores do Centro de Recuperação e Reintegração de Menores (Gilgal) e da Comunidade União em Amor (Comuna) tem mais um interessado. Além da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem), o imóvel situado no Jardim Cruzeiro do Sul também suscitou interesse da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes).

Inicialmente, o objetivo da pasta era aproveitar o local para instalar uma comunidade terapêutica, com objetivo de recuperar crianças dependentes químicas. No entanto, a prioridade agora é transformá-lo em abrigo para crianças e adolescentes em situação de risco. Bauru não dispõe mais do serviço desde a desativação, por sucessivas falhas administrativas, da Gilgal e da Comuna.

“A arquitetura do prédio não é adequada para abrigar adolescentes, não tem aspecto de residência. A Seplan (Secretaria Municipal do Planejamento) ficou de marcar (data) para avaliar. O imóvel tem de ser repaginado”, informa a titular da Sebes, Egli Muniz. A outra possibilidade é transformar o imóvel numa unidade semi-aberta da Febem, conforme propôs a instituição ao juiz da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer.

“Vamos enviar outro ofício (ao magistrado) nesta semana”, acrescenta Egli. O primeiro foi encaminhado no final do ano passado, quando a proposta era aproveitar a estrutura para atender dependentes químicos. A idéia é firmar parceria entre Sebes e Secretaria Municipal da Saúde.

“Estamos vendo a possibilidade de usar recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) para pagar alguns procedimentos. Todos esses entendimentos foram feitos antes do fechamento da Comuna. Agora o abrigo é prioritário”, acrescenta a titular da Sebes. De acordo com ela, em qualquer um dos casos, o gerenciamento da entidade passaria para as mãos de entidades interessadas.

Espera

Várias entidades foram contatadas, mas até ontem à tarde, nenhuma delas havia comunicado oficialmente o interesse em assumir a responsabilidade. Em caso de manifestação positiva, a instituição receberá orientações da Sebes para executar o programa, financiado em 60% pela própria pasta.

O respaldo seria o mesmo tanto para o abrigo quanto para a comunidade terapêutica, que atenderiam, no máximo, 25 pessoas - entre crianças e adolescentes. Já a demanda ainda não está confirmada. Para o abrigo, seriam sete adolescentes, antes atendidos pela Gilgal. Já para a comunidade terapêutica, não existem estimativas.

“Estamos estudando estas possibilidades porque parte do prédio é da prefeitura. Estamos aguardando terminar o espólio da Gilgal”, esclarece Muniz. A iniciativa da Sebes tem a aprovação do Conselho Tutelar, que atualmente não tem onde abrigar adolescentes em situação de risco.

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