Esportes

Os pequenos vão apostar no improviso

Folhapress
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São Paulo - Com um torneio “tradicional” de apenas três meses, e mais nove por preencher sem previsões otimistas para a maioria dos pequenos paulistas, resta a criatividade para tentar sustentar o clube e formar um elenco competitivo para este Campeonato Paulista.

Para Alcides Zanirato, presidente do América, a saída é fazer dinheiro fora de campo a fim de poder bancar os custos sem ter de trabalhar com uma realidade distante da sua equipe.

“Estamos criando alternativas para captar patrocinadores. Nossa folha mensal está em R$ 150 mil, enquanto a média salarial do time deve beirar os R$ 4 mil”, falou o dirigente.

No Marília, a situação não é diferente. Com quatro patrocinadores, o clube quer se desdobrar para cumprir a meta estabelecida pela diretoria: garimpar uma vaga na Copa do Brasil.

“Temos cerca de 55 pessoas incluindo elenco, comissão técnica e funcionários. A despesa é de R$ 180 mil por mês. Para nós, cada jogo vai valer seis pontos”, falou o diretor Jose Massea.

Diante de um cenário onde a luta para não cair vai ser a tônica dos times do interior, o Marília não arriscou em contratações de vulto. “Vamos ter o retorno do Wellington Amorim. Ele era o artilheiro da nossa equipe na Série B com dez gols, e quando saiu sentimos a sua falta”, falou Massea.

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