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Ministro nega uso eleitoreiro de obras

Folhapress
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Salvador - Ao lançar ontem o plano emergencial de recuperação das estradas baianas, o ministro Alfredo Nascimento (Transportes) disse “em ano de eleição também se trabalha”, negando que exista caráter eleitoreiro nas obras. “O tempo de se executar a obra é exatamente agora, porque nós estamos dando seqüência aos investimentos que nós estávamos fazendo. E, afinal de contas, em ano de eleição, também se trabalha”, afirmou Nascimento, em Salvador.

Ele foi acompanhando na visita à Bahia pelo ministro Jaques Wagner (Relações Institucionais), que é pré-candidato ao governo do Estado pelo PT. “Imagina nós termos que parar todas as obras, todos os serviços do poder público em ano que tem eleição. Nós trabalharíamos portanto dois anos e dois anos não trabalharíamos”, disse Alfredo Nascimento.

Em Salvador, ele assinou as ordens de serviço para o início dos trabalhos de recuperação das estradas federais que passam pela Bahia. No início da manhã, os dois ministros participaram de um encontro fechado com o governador Paulo Souto (PFL). Depois, na Companhia Docas da Bahia (Codeba), Nascimento disse que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso liberou recursos para os governos estaduais investirem em estradas federais que, posteriormente, seriam estadualizadas. Souto negou a informação.

De acordo com o governador baiano, as verbas repassadas seriam uma compensação pelos investimentos realizados pelos Estados nas rodovias. Na Bahia, Alfredo Nascimento assinou um contrato que prevê o repasse de R$ 18 milhões para a realização de obras emergenciais - outros R$ 124 milhões também serão liberados para a realização de projetos rodoviários já aprovados.

Junto com Jaques Wagner Alfredo Nascimento vistoriou ontem à tarde trechos de estradas federais que passam pela Bahia e que serão recuperadas - as BRs 116, 242 e 020. Depois, foi até Alagoinhas (108 km de Salvador), onde visitou um canteiro de obras. Jaques Wagner também disse que o programa de recuperação das estradas não foi lançado para beneficiar a eventual candidatura do presidente Lula à reeleição.

“Encaro com naturalidade as críticas. Se o pessoal está achando (que as obras são eleitoreiras), é porque o nosso trabalho está incomodando positivamente”, disse. “Se a gente não trabalha, criticam. Se a gente trabalha, é obra eleitoreira”, afirmou. Wagner disse ainda que só não será candidato ao governo baiano se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocá-lo para participar da campanha para reeleição presidencial.

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