O prefeito de Bauru, Tuga Angerami (PDT), disse ontem que vai enviar projeto à Câmara Municipal para estabelecer contrato de gestão com a Fundação para Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), ligada à Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu. A intenção do prefeito é que a fundação atue em três áreas da Saúde no município: no Programa Saúde da Família (PSF), no controle de doenças epidemiológicas e na formação de profissionais.
Angerami explicou que a Famesp já atua no Hospital de Base de Bauru e também administra o Hospital Estadual. Segundo ele, a atuação da Famesp no PSF seria no sentido de melhorar o atendimento à população. “A Faculdade de Medicina de Botucatu tem um programa para formar profissionais na área de saúde da família. Esses profissionais podem utilizar nossa rede municipal como campo de trabalho para estágio”, disse.
O prefeito destacou ainda que a Unesp tem especialistas no controle de doenças epidemiológicas, como dengue, leishmaniose, malária e febre maculosa. “A universidade pesquisa, tem técnicos que podem ajudar a qualificar melhor, inclusive nossos próprios profissionais, e ajudar a montar procedimentos”, frisou. Para Angerami, a universidade gasta muito do tempo desenvolvendo técnicas e métodos, e a oportunidade para colocar isso em prática é atuando em parceria com o poder público para o bem-estar da população. “A participação da Famesp aqui seria a oportunidade de retornar à sociedade o que ela investe na universidade pública”, argumentou.
Outro ponto, de acordo com Angerami, é a qualificação de pessoal. Ele ressalta que isso é uma necessidade no serviço público em geral. “Na Educação nós já iniciamos um programa de formação continuada e agora nós queremos este programa na área da Saúde”, disse.
Alternativa
Segundo Angerami, a idéia de enviar projeto à Câmara para estabelecer contratos de gestão surgiu após o prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), ter aprovado projeto semelhante na Câmara Municipal da capital paulista.
O prefeito de Bauru explicou que esse sistema de contratos de gestão também já existe em nível estadual, funcionando inclusive no Hospital Estadual de Bauru, com a própria Faculdade de Medicina de Botucatu e a Famesp. “Eu vejo isso como alternativa para resolver nosso problema, mas eu preciso mandar o projeto à Câmara, que nos autorize a contratar uma Organização Social de Saúde (OSS), para desenvolver, por contrato de gestão, exatamente essas atividades”, completou.