Cerca de 12 horas após ter recebido alta do Pronto-Socorro Central (PSC), Doraci Ribeiro, 69 anos, morreu na sua casa, na Vila Nova Esperança, região oeste de Bauru. Ela deu entrada na unidade de saúde com dores abdominais, na manhã de terça-feira, permaneceu em observação até as 16h de anteontem, quando recebeu alta.
Na madrugada seguinte, ela morreu. Familiares afirmam que a idosa foi vítima de maus atendimentos e negligência. Aigiro Kamada, diretor do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde, soube do caso pela imprensa na noite de ontem e afirmou que irá apurar os fatos.
A família de Doraci afirmou que irá esperar o laudo da necrópsia realizada ontem e que deve sair em três dias para decidir se oficializará a denúncia em boletim de ocorrência. Marcos Alberto Ribeiro, 51 anos, filho de Doraci, afirmou que ninguém explicou a causa da morte da sua mãe. Jaqueline Pedroso Ribeiro, neta da mulher, afirmou que acompanhou a avó o tempo todo.
“Toda vez que davam algum remédio para ela, eu perguntava o que era. Me diziam apenas que era para a dor, mas ninguém me falava o nome do remédio. Até que eu li que colocaram glicose no soro dela. A minha avó era diabética”, conta. Kamada explica que, em algumas situações, o diabético tem crises de baixa de açúcar, por isso, é necessário a administração de glicose.
Kamada afirmou que hoje irá levantar todas as informações sobre a permanência de Doraci no PSC. “Quero ver como o caso foi conduzido, os exames, a hipótese de diagnóstico, que medicamento foi administrado, em que condições recebeu alta e os profissionais que atuaram” enumera o diretor. Com o levantamento, espera apurar se houve alguma falha. “Se existir alguma, o responsável será punido”, garante.