Regional

Polícia frustra seqüestro em Jaú

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú – Duas pessoas foram presas e uma continuava sendo procurada até o fechamento desta edição, ontem, por policiais civis e militares de Jaú (47 quilômetros de Bauru) após uma tentativa frustrada de recebimento do resgate pelo seqüestro do filho de um microempresário.

R.C.C.L., 20 anos, e a namorada dele, L.E.R.B., 18 anos, foram seqüestrados na noite de anteontem, por volta das 22h30, quando namoravam dentro do carro, em uma estrada vicinal de Jaú. A polícia divulgou apenas as iniciais das vítimas.

Os primeiros contatos dos seqüestradores com a família do microempresário ocorreram na madrugada de ontem. O valor do resgate, segundo informou a polícia, era de R$ 30 mil.

Ontem, logo de manhã, a família procurou a polícia e relatou o que havia ocorrido. Segundo o delegado Edmilson Bataier, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), todo o efetivo da Polícia Civil de Jaú foi colocado à disposição para ajudar no resgate do casal e prisão dos seqüestradores.

Após a madrugada e a manhã toda de negociação, foi combinado um local para a entrega do dinheiro. Foi escolhido um ponto na rodovia Amauri Barroso de Souza, entre Jaú e Mineiros do Tietê.

O delegado da DIG não revelou qual foi o esquema montado pela Polícia Civil para prender os seqüestradores. Foram presos no local Gilberto Bendochi, 20 anos, e o pai dele, Wilson Roberto Garcia Bendochi, 50 anos. Ambos foram identificados pelas vítimas e teriam admitido o crime, segundo a polícia. O dinheiro não chegou a ser entregue.

Um terceiro acusado foi identificado. Francisco Alves de Souza, 30 anos, que segundo Bataier tem passagem por assalto, conseguiu se esconder em um canavial. Foi montado um grande cerco no local, com apoio da Polícia Militar, mas até o início da noite de ontem ele ainda não havia sido localizado.

Foram apreendidos um Fiat Uno, um Corsa (carro onde o casal estava namorando), telefones celulares, uma faca e uma pistola de plástico.

Segundo Bataier, os acusados devem responder por extorsão mediante seqüestro. Se condenados, podem pegar até 15 anos de prisão.

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