Tambacounda - O piloto Jean Azevedo chegou por volta das 13h30 (horário local) ao acampamento do Dacar em Tambacounda. Logo nos primeiros quilômetros do trecho cronometrado de ontem, entre as cidades de Labé (Guiné) e Tamabcounda (Senegal), Jean sofreu um acidente que o tirou da prova. Apesar da parte dianteira da moto ter ficado bastante danificada, o piloto não teve ferimentos graves.
O resultado do raio-x feito pela equipe médica do Dacar revelou que Jean Azevedo sofreu uma fratura do osso sacro, que fica logo acima do cóccix, no final da coluna vertebral. Segundo o médico português Severino Campos, a contusão não é grave, mas a calcificação do osso pode levar até seis semanas. O brasileiro, que era o oitavo colocado na prova, também sente dores no dedo médio da mão esquerda.
Muitos espectadores senegaleses quiseram ajudar, tirando Jean, imóvel no chão, do traçado dos pilotos que viriam atrás. “Como não sabia o que tinha acontecido comigo, pedi para que eles não mexessem em mim”, afirmou o piloto brasileiro.
Dois minutos depois, o piloto norte-americano Jonah Street passou pelo local do acidente e avisou a organização, que logo mandou o helicóptero médico. Jean foi levado de maca para o acampamento em Labé e, em seguida, para o acampamento de Tambacounda.
Tragédia
Um garoto de 10 anos morreu na manhã de ontem ao ser atropelado pelo carro 420, da equipe da Letônia, durante a 13ª etapa do Dacar, entre Labé (Guiné) e Tambacounda (Mali). Segundo a organização da prova, o acidente aconteceu no km 26 da etapa, a 6 quilômetros da vila mais próxima. O garoto foi socorrido de helicóptero, mas não resistiu.