Política

Bauru pode fazer receita utilizando o ‘crédito carbono’

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 1 min

O presidente da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Renato Purini, disse que o município pode ter receita vendendo créditos de carbono. Ele explicou que esse tipo de ação está previsto no Protocolo de Kioto.

O crédito carbono funciona da seguinte maneira: o aterro sanitário emite gás carbônico, que é transformado em gás metano. Os países que produzem muito gás carbônico e que poluem muito o meio ambiente, através do Protocolo de Kioto são obrigados a compensar isso. Se um país não tem como brecar essa emissão de gás carbônico, procura outro que produza gás metano e compra o crédito de carbono.

Segundo Purini, a empresa que gerenciar o aterro ficará responsável por investir e transformar o gás carbônico em metano, para não poluir o meio ambiente.

Então as empresas dos países que poluem muito vem aqui e compram os créditos de carbono. “Vamos dizer que se produza ‘X’ de gás carbônico na Holanda, por exemplo. Eles vêm aqui e, entre aspas, compram ‘X’ de gás metano nosso, porque na verdade ela paga uma compensação pelo tanto que polui”, explica Purini. “No edital de terceirização nós podemos discutir uma porcentagem para o município”, concluiu.

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