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Chile escolhe hoje novo presidente

Folhapress*
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Santiado do Chile - Os chilenos vão hoje às urnas para decidir, entre a médica socialista Michelle Bachelet e o empresário de direita Sebastián Piñera, quem será o próximo presidente do Chile, em uma votação em segundo turno que poderá ser definida por meio de um volátil eleitorado indeciso.

Embora a última pesquisa de intenções de voto tenha indicado que, a rigor, ocorre um empate entre os dois candidatos, analistas chilenos consideram que uma vitória de Piñera seria considerada uma surpresa.

A aposta é na vitória de Bachelet, candidata da Concertação, aliança de centro-esquerda composta principalmente por socialistas e democrata-cristãos e que governa o Chile há 16 anos. Segundo levantamento divulgado na última quinta-feira pelo instituto Mori, Bachelet obteria 45% dos votos, enquanto Piñera levaria 40%. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para cima ou para baixo.

Uma projeção feita pelo mesmo instituto dá vitória a Bachelet por 53% contra 47%.

O fiel da balança serão os cerca de 10% de indecisos - um eleitorado considerado “apolítico” e, portanto, imprevisível, de acordo com os especialistas. Estão também nesse grupo os eleitores dos candidatos derrotados no primeiro turno de dezembro, Joaquín Lavín - de direita e que se somou à campanha de Piñera - e Tomás Hirsch - de esquerda e que pregou o voto nulo -, que terão de reacomodar suas preferências.

“Sua característica (dos indecisos) é de pessoas de nível educacional mais baixo que a média, há uma maior quantidade também de mulheres e idosos pobres”, afirmou o analista de opinião pública Roberto Mendéz, diretor da consultoria Abimark. “Esse é um voto provavelmente apolítico, de pessoas que não se identificam ideologicamente com partidos ou coalizões e que se deixam levar por razões subjetivas de simpatia ou rechaço em relação às diferentes alternativas. Então é voto bastante imprevisível, inclusive não sabemos nem se essas pessoas vão votar”, avaliou.

O cientista político Claudio Fuentes, diretor da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) no Chile, concorda que prever o comportamento do indeciso é complicado. “No atual contexto político chileno, é bastante transversal esse segmento do ponto de vista socioeconômico e político.”

*Carolina Vila-Nova

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