Nota-se que, a cada dia, crescem os problemas sociais em todas as cidades brasileiras. A falta de salários dignos, saúde “para todos iguais”, educação, habitação, saneamento básico e até a iluminação são fatores que os municípios enfrentam, mostram os noticiários. Em relação à habitação e o salário, é gritante a desigualdade social do País. Pessoas trabalhando ao lado de outro, muitas vezes fazendo a mesma defesa com diferenças vergonhosas, por exemplo: num campo de futebol, disputando partida, jogador que ganha R$ 3.000,00 ao mês jogando, no mesmo time, ao lado do colega que recebe R$ 80.000,00 ao mês; condomínios fechados luxuosos crescem, bairros ricos em crescimento acelerado já são iluminados, têm asfalto, água encanada, telefonia e rede de esgoto, e, ao lado, aumentam os barracos formando cortiços ou favelas. Bauru tem exemplo desse fato, cito apenas dois: Vila Zillo ao lado do Jardim América e a favela do Jardim Ivone na Quinta da Bela Olinda, entre as demais.
Outro problema comum, principalmente nos municípios mais populosos, é a violência, que tem revelado uma enorme ausência de trabalho, amor e cidadania com o próximo, com o patrimônio público e a si mesmo. Acredito que o desenvolvimento de bons frutos deva estar ao lado de uma industrialização e uma infra-estrutura não tardia, assim como é planejado o processo de urbanização nas cidades dos países desenvolvidos. O processo no Brasil parece o poema do Oswald de Andrade, “Vício na fala”. Para dizerem pior, dizem pió; para melhor dizem mió, isto é, pió para o pobre e melhor para os ricos e políticos. (Irma Slaghenaufi - professora - RG 8.139.184)