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Criminosos atacam guardas civis na Grande São Paulo

Folhapress
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São Paulo - Uma base da Guarda Civil Municipal de Guarulhos (Grande São Paulo) foi atingida por tiros por volta das 22h30 de anteontem por um homem não identificado. Ninguém ficou ferido. Uma hora depois, guardas-civis foram surpreendidos por tiros durante patrulhamento do Morro do Macaco, em Cotia, também na região metropolitana. A guarda Fabiana Maria Vieira Queirolo, 28 anos, teve o olho esquerdo atingido por estilhaços do vidro da janela do carro da guarda de Cotia, quebrado pelas balas, mas passa bem.

A Secretaria da Segurança Pública classificou os casos como “isolados” e não fez relação do que ocorreu com os atentados da semana passada na Capital paulista, em que um policial militar morreu e dois ficaram feridos. Desde quarta-feira, a secretaria contabilizou quatro ataques.

Ontem de manhã, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) ainda não sabia das ocorrências mas, após consultar o secretário da Segurança, Saulo de Castro Abreu Filho, informou que elas não estavam relacionadas aos atentados.

A base da guarda em Guarulhos atingida ontem, no entanto, fica a 7 quilômetros do viaduto Curuça, zona norte de São Paulo, onde o PM foi morto. A guarda-civill ferida em Cotia vê relação do caso com as ações da semana passada. “Foi com certeza um ataque. Eles estavam nos aguardando”, disse Fabiana, que deve ficar 72 horas com um curativo no olho.

De acordo com ela, as viaturas da guarda realizavam todos os dias o mesmo percurso no morro, uma área de tráfico de drogas. Segundo Fabiana, anteontem, o carro em que estava passava próximo de uma escadaria do morro quando dois homens surgiram atirando.Guardas de um outro carro da guarda que foi ao local, diz Fabiana, viram dois homens fugirem em uma moto. Segundo ela, a guarda civil não revidou com com tiros porque havia um casal com duas crianças passando pela rua.

Em Guarulhos o guarda municipal Marcelo Gadea de Souza, 38 anos, estava sozinho na guarita do ginásio Fioravante Iervolino, centro de treinamento da corporação na rodovia Presidente Dutra, quando percebeu um homem dentro do local.

Segundo a secretaria, quando o guarda se aproximava, o invasor disparou. Souza revidou mas não atingiu o homem, que fugiu - a secretaria não soube informar como. Ao todo, nove tiros teriam sido disparados - dois pelo guarda. A base teve três vidraças quebradas.

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