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Aldo Rebelo exige um parecer da Corregedoria sobre caso Herrmann

Folhapress
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Brasília - O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), determinou ontem que o corregedor da Casa, deputado Ciro Nogueira (PP-PI), produza parecer sobre o escândalo envolvendo o deputado João Herrmann Neto (PDT-SP). “Recolhi as informações e despachei para o deputado Ciro Nogueira para tomar as providências cabíveis”, disse Aldo.

A decisão foi anunciada após a reunião do colégio de líderes partidários, realizada na residência oficial da Presidência da Câmara. Herrmann esteve no local antes do início da reunião e entregou documentos em sua defesa. O deputado do PDT paulista é acusado de receber, entre março de 2003 e março 2005, repasses mensais de R$ 3.000 da Beta Transportes Aéreos, empresa investigada pela CPI dos Correios.

Como fez na semana passada, Herrmann disse que recebeu dinheiro para pagar despesas de um automóvel blindado usado em comum pelas famílias dele e de Ioannis Amerssons, um dos sócios da Beta. Segundo relato dos líderes, o encontro foi tenso. Ele apresentou aos líderes dados de suas contas bancárias e notas fiscais que, cruzados, poderiam justificar os depósitos mensais da Beta. Os documentos também foram encaminhados ao corregedor.

O deputado também negocia com o sub-relator da CPI dos Correios, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), uma data para depor em audiência pública. Depois de ir à reunião de líderes, Herrmann fez uma passagem rápida pela Câmara. Ele entrou pela portaria principal -chamada de chapelaria - onde havia vários jornalistas à espera do presidente Aldo Rebelo. Com pressa, Herrmann fez apenas um relato breve sobre a conversa com os líderes. “Foi uma boa conversa. Mostrei documentos. Eu quero me explicar logo à corregedoria para acabar com isso”, disse.

O deputado ficou no plenário da Câmara menos de cinco minutos. Ele apenas registrou presença e foi embora. No fim da tarde, a assessoria do seu gabinete informou que ele viajou para São Paulo e só voltaria para Brasília hoje. Os líderes do PV, PT, PFL e PSDB avaliaram de forma positiva as explicações de Herrmann. “Ele foi sólido, mas é preciso analisar todos os documentos”, disse José Carlos Aleluia (PFL-BA), líder da minoria na Câmara.

O líder interino PSDB, Eduardo Paes (RJ), chegou a desvincular o caso de Herrmann dos casos dos deputados que receberam dinheiro do esquema do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. “A gente tem de apurar, mas isso não tem nada a ver com mensalão”, disse Paes.

No fim da tarde, ele divulgou uma nota oficial em que aceita qualquer “aferição de natureza pública” por quebra do decoro. “Submeterei sempre meu mandato a qualquer tipo de aferição de natureza pública e/ou oficial e aguardo com fervor a solução final deste caso que, enquanto perdure, retira-me o brilho de viver”, diz a nota.

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