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Rebelião de sete horas termina com cinco presos feridos a tiros

Folhapress
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Campinas - Cinco presos ficaram feridos a tiros e 22 pessoas foram mantidas reféns, ontem, durante cerca de sete horas em uma rebelião no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Campinas (SP) - uma das seis unidades prisionais do Complexo Penitenciário Campinas - Hortolândia. Além de 17 agentes, os presos também mantiveram reféns dois auxiliares de enfermagem e três advogados. Houve troca de tiros. Dos 17 agentes reféns, 15 tiveram ferimentos sem gravidade.

Dos cinco presos baleados, três foram atingidos de raspão. Os outros dois presos baleados foram internados no Hospital Municipal Mário Gatti, em Campinas, e não correm risco de morrer. Um deles precisou passar por uma cirurgia no abdome.

A direção da unidade vai instaurar sindicância interna para apurar em que circunstâncias duas pistolas entraram no CDP. A rebelião começou por volta das 10h30, quando presos tentaram fugir e foram impedidos pelos agentes.

A capacidade do CDP é para 768 pessoas, mas 1.419 estavam no local até ontem à tarde, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Administração Penitenciária do Estado. Parte dos reféns - 11 - foram liberados pelos presos às 16h30. Os outros seis agentes continuaram reféns e foram liberados cerca de uma hora depois.

De acordo com informações do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp), a rebelião foi iniciada depois de uma tentativa de fuga pelo portão principal. Agentes de escolta e vigilância, que garantem a segurança a partir das muralhas, abriram fogo para conter o tumulto e evitar uma fuga em massa.

O CDP foi cercado por policiais militares e por vigilantes penitenciários. Um helicóptero também foi usado pela polícia. No início da noite, a PM iniciou uma blitz no local. O coordenador das Unidades Penitenciárias da Região Central, Hugo Berni, negociou com os detentos o fim do motim e acertou a transferência de 16 presos para outros CDPs da região de Campinas, provavelmente para Americana. Em novembro passado, presos do CDP de Americana também se rebelaram. Na ocasião, eles fizeram cinco pessoas reféns, sendo três agentes penitenciários e dois enfermeiros.

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