Regional

Morre ex-prefeito de Piratininga

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Piratininga – O ex-prefeito de Piratininga (13 quilômetros de Bauru), Geraldo Pereira da Silva, 92 anos, morreu anteontem vítima de uma parada respiratória. Ele estava internado desde o último domingo no Hospital Beneficência Portuguesa, em Bauru, após um princípio de infarto.

Nas três vezes em que esteve à frente da prefeitura, Geraldo priorizou a área social o que, segundo a sobrinha Odinéia Pereira da Silva, explica a falta da “obras faraônicas” no currículo do tio. Foi durante um dos mandatos do ex-prefeito que foi descoberta a fonte de águas quentes, que mais tarde se transformaria em um dos empreendimentos mais bem-sucedidos da cidade – o “Águas Quentes de Piratininga”.

Mineiro de Monte Belo, Geraldo chegou a Piratininga aos 18 anos. Recém-casado, além da mulher, trouxe consigo um irmão e a cunhada. Eles vieram para administrar fazendas e acabaram criando raízes na região.

Pai de seis filhos, o ex-prefeito estreou como político em 1973, quando foi eleito para o primeiro de seus três mandatos. Antes, porém, havia tentado se eleger como vice-prefeito, mas não obteve sucesso.

Em 1983, voltou a ser eleito. O mandato seguiu até 1988. Cinco anos mais tarde, estava ele de volta ao gabinete da prefeitura, onde ficou até 1996. Desde então, já com 83 anos, passou a atuar apenas nos bastidores da política local.

Evangélico, Geraldo gostava de cantar, tocar violão (principalmente modinhas e serenatas) e declamar poesias. Quando jovem, dividia essas atividades com o futebol nos fins de semana. No meio de uma família de são-paulinos, Geraldo tornou-se um palmeirense fanático.

“Ele foi um grande político, um grande homem e um grande pai”, elogiou a sobrinha Odinéia. Além dos seis filhos, o ex-prefeito deixa 25 netos, 46 bisnetos e três tataranetos. Geraldo ficou viúvo em 1991.

O corpo foi velado durante todo o dia de ontem no velório municipal. Pelo local passaram parentes, amigos, ex-correligionários e políticos tanto de Piratininga como de outras cidades da região. O enterro ocorreu às 16h.

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