Nacional

Novo valor do mínimo deve sair hoje

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou anteontem que o governo não fará “qualquer” tipo de acordo com as centrais sindicais em torno do aumento do salário mínimo e da correção da tabela do Imposto de Renda (IR) das pessoas físicas. Hoje, sindicalistas e governo se reúnem pela quinta vez para debater os dois assuntos. “De qualquer forma, não terá acordo. O acordo só será feito se estiver em um patamar de equilíbrio e se tiver condições de ser absorvido no Orçamento”, disse Marinho.

Pela manhã, ministros e centrais sindicais voltam à mesa de negociação. Se as conversas avançarem, à tarde os sindicalistas encontram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e será anunciado o novo mínimo.

O governo quer um reajuste de R$ 300,00 para R$ 350,00 em maio. Também ofereceu às centrais R$ 340,00, em março. Marinho adianta que a negociação levará a propostas intermediárias. “Os dois lados vão ter que fazer um exercício para chegar a um ponto de equilíbrio. (...) Eu creio na sensibilidade e na responsabilidade das partes que compõem a mesa”, declarou.

O ministro não quis adiantar quais podem ser as alternativas por parte do governo: “Não posso antecipar uma reunião de mesa porque influenciaria negativamente no ânimo das centrais. A pior coisa é quando uma das partes negocia de forma antecipada. A outra parte fica muita irritada. Temos que ter toda a cautela”. Os sindicalistas afirmam que fecharão um acordo se o governo antecipar o reajuste de R$ 350,00 para março. Isso custaria à União R$ 2,1 bilhões adicionais.

Outra possibilidade aceita pelos sindicalistas é reajustar o piso salarial para R$ 360 em maio. Os dois valores, defendem os sindicalistas, devem ser casados com uma correção de 10% para a tabela do IR. O governo acenou com a hipótese de reajustar a tabela em 7%, desde que o mínimo seja R$ 350,00 em maio. Esse aumento para o piso custaria R$ 4,6 bilhões aos cofres públicos, além da reserva já prevista na proposta orçamentária que garante elevação do mínimo para R$ 321,00.

A correção do IR em 7% significaria uma renúncia fiscal de R$ 900 milhões para o governo federal e de R$ 800 milhões para Estados e municípios. Ontem, Marinho voltou a afirmar que o governo proporá a separação das duas reivindicações dos sindicalistas. Se ganhar tempo na correção da tabela, o Executivo pode assegurar um reajuste mais elevado para o mínimo. “Acho que as centrais têm uma posição firme em querer resolver os dois temas. Vamos trabalhar para fechá-los amanhã”, disse.

Comentários

Comentários