Internacional

Comunidade internacional destinará US$ 1,9 bilhões contra gripe aviária

Folhapress
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Pequim - A comunidade internacional reverterá US$ 1,9 bilhão para criar um fundo mundial de combate à gripe aviária, anunciou ontem o comissário europeu da Saúde, Markos Kyprianou. Do total - que superou a meta inicial de US$ 1,2 bilhão - US$ 1 bilhão serão revertidos como doações e outros US$ 900 milhões em empréstimos.

O anúncio foi feito após uma reunião da delegação da Comissão Européia no Fórum de Doadores, em Pequim. Os EUA prometeram doar cerca de US$ 34 milhões. Juntos, os países da União Européia (UE) devem reverter US$ 250 milhões para o fundo mundial de combate à doença.

O Banco Mundial estima que uma pandemia global com duração de um ano poderia custar até US$ 800 bilhões para a economia. Em todo o mundo, milhões poderiam morrer caso o vírus H5N1 da gripe aviária sofra mutação e se torne transmissível entre humanos. “A quantia pedida é pequena se comparada ao custo total de uma eventual pandemia do vírus, para a qual não estamos preparados”, afirmou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, em videoconferência.

Mortes

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), desde seu surgimento em 2003, o vírus da gripe aviária infectou 148 pessoas - das quais 79 morreram. A maior parte dos casos ocorreu no leste da Ásia. Os governos dos países mais afetados fizeram um apelo à comunidade internacional para que combata a propagação do vírus - inclusive compensando os prejuízos dos proprietários de aves que tiveram que ser sacrificadas.

O vírus se espalhou para a Turquia e para outras partes da Ásia, e continua a causar mortes e infectar novas aves. Um garoto indonésio de três anos de idade morreu anteontem e testes estão sendo realizados para confirmar se a causa de sua morte foi o vírus da gripe aviária. Sua irmã de 13 anos morreu três dias antes em decorrência da infecção pelo HSN1.

Números

Na Indonésia, ocorreram, até o momento, 12 mortes confirmadas em decorrência da doença. Cinco pessoas foram infectadas mas sobreviveram e outros três casos suspeitos estão sendo investigados. A Turquia confirmou ontem o 21.º caso da doença entre humanos no país, ressaltando a necessidade de levantar fundos para aprimorar o tratamento veterinário e os serviços de saúde nos países mais pobres.

Na reunião, a Indonésia fez um apelo por ajuda internacional. “Não conseguiremos vencer o problema sozinhos. Sem cooperação internacional e ajuda financeira, a Indonésia enfrentará grandes dificuldades em desenvolver e implementar um estratégia nacional”, afirmou Aburizal Bakrie, representante do país na delegação.

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Vítima no Iraque

Bagdá - Médicos iraquianos investigam se o vírus da gripe aviária causou a morte de uma garota de 15 anos no Curdistão, na fronteira com a Turquia e o Irã, informou ontem o Ministério da Saúde iraquiano. A garota morreu anteontem após contrair uma infecção pulmonar em sua casa na cidade de Raniya, ao norte de uma reserva aves migratórias vindas da Turquia - local onde foram registrados vários casos de gripe aviária.

Oficiais curdos começaram a queimar e enterrar pássaros mortos, assim como sacrificar aves migratórias, informou o ministro da Saúde, Mohammed Khoshnow. Aparentemente, a família da garota mantinha aves na casa - algumas das quais também morreram, segundo o médico Abdul Jalil Naji.

Raniya fica cerca de 100 quilômetros ao sul da fronteira turca e a apenas 25 quilômetros a oeste do Irã. “Há suspeitas de que as aves morreram devido à gripe aviária, mas isso ainda não foi provado nos exames de laboratório”, afirmou Naji, que administra o escritório que cuida da gripe aviária no Ministério da Saúde iraquiano.

A investigação acontece após a morte de 21 pessoas na Turquia em decorrência da infecção pelo vírus H5N1. A Organização de Agricultura e Alimentos da ONU alertou que o vírus pode ter se disseminado da Turquia para países vizinhos - como o Irã e o Iraque.

Segundo Naji, uma equipe de especialistas do Ministério da Saúde e do Ministério da Agricultura foi enviada a Sulaimaniyah, para onde a garota foi levada antes de morrer, para investigar o caso. Sherko Abdellah, funcionário da saúde em Sulaimaniyah, afirmou que uma autópsia não revelou sinais de que a garota tenha morrido devido à gripe aviária, mas amostras de seu sangue foram enviadas a Amã (Capital da Jordânia) para testes adicionais.

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