Bairros

Estado volta atrás e Bauru poderá ficar sem Escola de Tempo Integral

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

A Diretoria de Ensino Regional de Bauru voltou atrás e os estudantes do ensino fundamental da rede estadual de Bauru poderão ficar sem aulas em período integral por falta de espaço físico e aumento da demanda de vagas para o ensino médio. Esta é a justificativa da dirigente regional de ensino, dirigente regional de ensino, Vera Nilce Jarussi Gomes de Sá. Pelo programa anunciado pelo governador Geraldo Alckmin na semana passada, três escolas de Bauru haviam aderido ao projeto escola de tempo integral, no qual os alunos do ensino fundamental assistiriam aulas das 7h às 16h de segunda à sexta-feira, a partir de fevereiro.

Duas delas - a Mercedez Paes Bueno, no Higienópolis, e Christino Cabral, no Jardim Estoril - já definiram, através de conselho formado por funcionários, professores e pais de alunos, que não irão aderir ao projeto. A outra escola indicada, a José Aparecido Guedes Azevedo, na Bela Vista, define ainda nesta semana se oferecerá aula em período integral aos alunos.

Segundo a dirigente, as escolas que aderiram ao programa em dezembro do ano passado não contavam com o aumento da demanda do ensino médio. “Ainda estamos fechando o número de matrículas, mas já prevemos um aumento de 15% da procura por vagas no ensino médio”, avalia. A dificuldade apontada pelas escolas é que precisariam de salas de aulas desocupadas em período integral para o ensino fundamental já que os alunos passariam grande parte do dia na escola. Para isso, as escolas precisaram ser ampliadas ou os alunos do ensino médio serem transferidos para o período noturno. Outra opção já descartada pela diretoria é o remanejamento de alunos para outras escolas. “Os alunos menores de 16 anos não podem estudar no período noturno, a menos que tenham carteirinha de jovens aprendizes, ou seja, que estejam empregados. Chegamos a conclusão que por enquanto não temos salas de aula suficiente”, diz Sá.

Na escola Mercedez Paes Bueno, a diretora Maria Helena Camparussi confirmou que precisaria de aproximadamente o dobro das salas de aula disponíveis em período integral para a escola aderir ao projeto. “O projeto é muito bom, mas por enquanto não temos perspectivas de colocá-lo em prática”, define.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria do Estado de São Paulo da Educação, o número anunciado pelo governador de escolas que aderiram ao projeto escola de tempo integral será mantido - são 500 em todo o estado - mas a diretoria regional de ensino tem iniciativa para alterar as escolas participantes, desde que estejam nas cidades de atuação do órgão. Na região de Bauru, oito escolas participarão do projeto, mas cabe a diretoria escolhê-las, com apoio dos conselhos formados por funcionários, professores e pais de aluno de cada escola.

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Escola de tempo integral

As 500 escolas estaduais selecionadas no Estado de São Paulo atuarão em período integral a partir deste ano letivo. Pela manhã, os alunos assistem aulas de todas as disciplinas do currículo, inclusive educação física e educação artística. À tarde, terão oficinas culturais com atividades artístico-culturais - dança, música, teatro e artes plásticas -, atividades esportivas - várias modalidades, além de atletismo, ginástica, xadrez e jogos cooperativos- , orientação à pesquisa e aos estudos, resolução de problemas matemáticos, hora da leitura, informática, práticas em salas ambiente de ciências físicas e biológicas, práticas de educação ambiental e qualidade de vida. A rotina diária incluirá, ainda, língua estrangeira moderna e filosofia, além de atividades para desenvolver uma cultura de empreendedorismo e estímulo ao protagonismo juvenil.

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