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Puxando tendência, IGP-M sobe para 0,82% na segunda prévia de janeiro

Folhapress
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Rio de Janeiro - A inflação medida pelo Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) acelerou para 0,82% na segunda medição de janeiro. Em igual período do mês anterior, o índice havia apurado deflação de 0,06%. O resultado veio em linha com a divulgação do último Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), que ficou em 0,84%.

Segundo a FGV, o indicador aponta a tendência para os demais IGPs do mês de janeiro. O IGP-M corrige a maioria dos contratos de aluguel e as tarifas de energia elétrica. Os preços no atacado foram os principais responsáveis pela mudança de patamar de inflação. Eles passaram de uma taxa negativa de 0,30% na segunda medição de dezembro para alta de 1,03% na segunda parcial de janeiro, impulsionados pela cotação de commodities no mercado internacional, como soja e petróleo, e pelo repasse de preços.

O atacado representa 60% da taxa de inflação. Houve aceleração nas três etapas da cadeia produtiva: matérias-primas, insumos industriais e produtos acabados. A pressão dos alimentos processados (de 0,27% para 1,92%) levou os produtos acabados a registrarem alta de 1,31%, ante uma variação de 0,56% em igual período do mês de dezembro. O destaque ficou por conta do açúcar cristal, com variação de 18,26%, após uma queda de 0,78% em dezembro.

O produto foi influenciado pela alta do açúcar no mercado internacional. A alta do petróleo afetou o desempenho dos insumos industriais. O subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção passou de - 4,64% para 1,77%. O produto com variação mais expressiva foi o óleo combustível (7,70%). Com a pressão adicional, os insumos apuraram uma taxa positiva de 0,53% em janeiro, após deflação de 0,95% em dezembro. As matérias-primas brutas aceleraram de - 0,17% na segunda prévia de dezembro para 1,62% em janeiro.

As maiores contribuições vieram da soja em grão (6,19%) e do milho (2,24%). A alta não foi maior em razão da queda de preços de bovinos (-3,68%), tomate (-35,19%) e suínos (-6,53%). A inflação para o consumidor passou de 0,40% para 0,55% com as pressões típicas de início de ano, como o aumento das mensalidades escolares. A maior contribuição partiu do grupo educação, leitura e recreação, que passou de 0,35% para 1,35%, com destaque para os cursos formais, que registraram alta de 1,28%.

O grupo habitação recuou de 0,20% para 0,02% e o grupo vestuário chegou a registrar deflação de 0,13%. Os custos na construção civil mostraram desaceleração em razão da estabilidade do item mão-de-obra. Segundo a FGV, o item ainda deve subir este mês. Os custos na construção passaram de 0,40% em dezembro para 0,19% na segunda medição de janeiro. A taxa acumulada em 12 meses pelo IGP-M ficou em 1,65% nesta segunda prévia. Os preços foram coletados entre os dias 21 de dezembro e 10 de janeiro.

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