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Orientação mudará comportamento


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A mudança legal não será suficiente para garantir alteração no comportamento sustentado pela cultura do uso da força física para educar. Por prever a dificuldade, o texto aprovado pela Câmara estabelece a realização de campanhas educativas para conscientização da população sobre o caráter ilícito dos atos de punição corporal.

Também serão encaminhados a cursos ou programas de orientação, de proteção à família e até tratamento psicológico os responsáveis por crianças educadas com a filosofia do castigo físico. As iniciativas estão previstas no artigo 129 do Estatuto da Criança e do Adolescente.

“A escola identifica crianças agressivas, com comportamento negativo motivado por castigos físicos e encaminha (os pais). Eles vão contar com serviços. Em vez das famílias serem punidas, a idéia é que sejam atendidas, orientadas”, explica a deputada Maria do Rosário.

A proposta foi classificada como excelente pela presidente do Conselho Tutelar, Cássia Tosim Paley, para quem a medida ajudará na rotina da entidade. “Primeiro tem de ter muito carinho e muita conversa. Com castigo eles entendem melhor. Quem recebe uma educação agressiva, reproduz. Torna-se agressivo. A palmada desencadeia a violência”, reitera.

Controverso, o assunto é ainda mais complicado de ser abordado na periferia, onde a população dispõe de poucas informações e também “apanha” da vida. A observação é da pedagoga Maria Zilda Facin Zanconato. Numa situação ideal, as crianças devem ser corrigidas a partir do cerceamento de alguma atividade que lhe dê prazer, sugere Maria do Rosário.

“Podem ser estabelecida outras formas de diálogo, que ela compreenda a falta daquilo que lhe dá alegria. Eu tenho uma filha de cinco anos, é muito arteira também. Acontece que sou adulta e o controle dessa situação na relação com a criança tem de ser do adulto. Não seria possível deixar a criança dominar isso. Ela precisa do limite”, conclui a parlamentar.

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