Brasília - Em entrevista para “faturar” as duas medidas moralizadoras aprovadas pela Câmara dos Deputados nesta semana, o presidente Aldo Rebelo (PC do B-SP) fixou o mês de maio como prazo final para a aprovação de projetos importantes neste ano.
Depois disso, segundo ele, só haverá votações em agosto. Também lançou farpas contra a CPI dos Correios. Para ele, a comissão não investigou a participação de deputados no “mensalão”, o que o levou a tecer elogios ao Conselho de Ética. “O Conselho recebeu a responsabilidade de promover a investigação que não foi feita pela CPI”, declarou.
Meio ano
Na entrevista, Aldo verbalizou o que há muito é sabido entre deputados: em ano eleitoral, o Congresso pára na metade do ano. “Creio que até o fim de maio temos todas as condições para uma atividade regular, com um esforço de presença que possa corresponder às necessidades da atividade da Casa”, afirmou.
Junho, para Aldo, deve registrar uma queda no quórum. “É um mês que os partidos geralmente dedicam à realização das convenções. Aí, a tendência é termos uma queda de quórum.”
O mês seguinte é reservado para o recesso, que deve ser reduzido para 15 dias. É também quando começa oficialmente a campanha. “Depois do recesso, é possível a retomada de um período de pelo menos um mês de votação. Quando chega setembro, a campanha alcançou tal intensidade que torna difícil a votação de matérias polêmicas.”
Atacada intensamente durante a convocação extraordinária, a Câmara dos Deputados tirou a semana para tentar limpar a imagem. Aprovou a redução do recesso de 90 para 55 dias e o fim da remuneração extra de R$ 26 mil. A primeira ainda tem de ser aprovada pelo Senado.