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Suposto líder de ataques à PM é preso

Folhapress
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São Paulo - Um suposto chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC) apontado pela Polícia Civil como mandante dos ataques às bases da Polícia Militar (PM) e assassinatos de policiais ocorridos no começo do mês foi preso ontem, no Parque Novo Mundo (zona norte de São Paulo).

Para prender Jonatas do Nascimento Viana, 23 anos, o BMW, foi necessário realizar blitze nos acessos a municípios do litoral sul do Estado e incursões em favelas na zona norte de São Paulo. Os ataques foram planejados em conferências telefônicas - estabelecidas por meio de centrais clandestinas - das quais participavam Viana e dois presos, segundo o Departamento de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc). Os presos são Márcio Pereira da Silva, 23 anos, o Romário, que cumpre pena em Riolândia (562 quilômetros de São Paulo), e outro identificado como Querosene ou Bola de Fogo, preso em Mirandópolis 2 (607 quilômetros de São Paulo).

Uma das centrais telefônicas supostamente utilizadas pela facção criminosa foi encontrada pelo Denarc na última terça, na Casa Verde (zona norte de São Paulo). No local foram presos Denis Diorge Yatsunami, 31 anos, o Koga ou Japonês, e Cleverson Ramos da Silva, 23 anos, o Nego Cleverson. Os dois são suspeitos de terem atacado uma base comunitária da PM que fica na avenida Braz Leme (zona norte de São Paulo), por volta das 4h do último dia 11.

Outros dois homens também são suspeitos de terem participado do ataque. Eles estão foragidos. Também está foragido um homem conhecido como Camarote que teria encomendado, ao lado de Viana, a morte do PM Luiz Cláudio Monteiro, ocorrida dois dias depois, no viaduto Curuçá, na Vila Maria (zona norte de São Paulo).

Viana vivia na favela no Violão, na Vila Sabrina (zona norte de São Paulo). Quando soube das operações, fugiu para Itanhaém (litoral de São Paulo), onde mantinha uma casa alugada. Ele levava uma pistola 380 quando foi preso -por porte ilegal de arma - na região da favela.

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