Para o presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Bauru, Ricardo Coube, as fiscalizações diferenciada e especial que vão atingir 70 empresas de Bauru e região distorcem as necessidades do setor e segrega cada vez mais as grandes das pequenas empresas.
“No Brasil, 10% das empresas, as quais mantêm 38% do Produto Interno Bruto (PIB), recolhem 90% dos impostos. Há uma distorção porque apenas as empresas mais estruturadas são obrigadas a cumprir uma legislação que é retrógrada e defasada em termos de princípios. Elas têm uma carga tributária que, além de elevada, é de péssima qualidade”, critica Coube.
O representante do Ciesp acredita que a fiscalização deveria ser mais justa, haja vista que, principalmente em razão da integração proporcionada pela globalização, os mercados estão mais competitivos, possibilitando a concorrência entre a grande e a pequena empresa, a qual, na avaliação dele, não é fiscalizada como deveria.
“Sem falarmos nos fiscais que, orientados a entender o sistema de uma certa maneira, a qual seguramente não condiz com a realidade, multam as grandes empresas sem aceitar nenhum tipo de argumento ou recurso”, completa.