Considerado o protetor dos presos, dos militares e dos enfermos com doenças contagiosas, São Sebastião foi homenageado por fiéis que freqüentam a paróquia que leva seu nome em Bauru, ontem. Durante a manhã, dezenas de veículos acompanharam a imagem do santo em carreata pelas ruas da Vila Cardia. Os motoristas, buzinando ou soltando rojões, chamavam a população para a rua e convidavam para o encerramento dos festejos do dia de São Sebastião (20 de janeiro).
De acordo com Rita Kátia, coordenadora da liturgia da paróquia, foi o terceiro ano seguido em que os fiéis realizaram a carreata e passearam com a imagem do santo pelo bairro. “É uma maneira de divulgar São Sebastião e as festividades da paróquia. A cada ano, temos mais pessoas participando. Muita gente sabe que vamos passar e já se prepara, coloca cartazes nas casas”, comenta. “É muito bonito ver as pessoas acenando e prestando homenagem ao santo”, completa Rita.
Logo depois da carreata, o padre Xavier Gonzalez recebeu os fiéis na paróquia e celebrou a missa da manhã. “A carreata é um convite para a celebração, é a festa do santo e padroeiro. Ainda é uma tradição popular que sobrevive e da qual as pessoas fazem questão de participar”, aponta. Segundo o religioso, São Sebastião é considerado um dos grandes protetores do povo. “Ele é um dos santos mais antigos e concentrou muita tradição como padroeiro da população, protetor dos doentes, das pessoas em necessidades, dos empregados. A comunidade se identifica totalmente com ele”, frisa.
A Paróquia de São Sebastião é uma das entre as mais antigas de Bauru. A igreja que leva o nome do santo data de 1938. “A Vila Cardia é um dos bairros mais antigos de Bauru e a comunidade prestigia seu padroeiro”, afirma a aposentada Célia de Andrade. Para ela, a festa do santo está entre as épocas mais bonitas do ano religioso. “Tivemos a procissão na sexta-feira e a carreata hoje (ontem). As pessoas se unem, podem orar juntas. A festa e a missa fica muito mais bonita”, diz.
Para o comerciante Edmundo de Souza, participar da carreata é mais do que um ato de fé. “Além de celebrarmos nossa fé e devoção ao santo, chamamos a atenção da população para os festejos e para a Igreja. As pessoas saem à rua quando passamos buzinando, se emocionam com a passagem do santo pela sua casa. Vemos um vizinho chamando o outro para acompanharem juntos a carreata, essas são atos muito importantes”, destaca.
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Quem foi
São Sebastião nasceu em Petrória, na Itália, por volta do século III. Pertencente a uma família cristã, quando jovem decidiu integrar o exército romano e chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do Imperador Diocleciano. No entanto, nunca deixou de ser um cristão participante. Ajudava seus irmãos de fé e tentava aproximar os soldados e prisioneiros de sua fé. Assim, secretamente, Sebastião conseguiu converter muitas pessoas ao cristianismo, inclusive o governador de Roma, Cromácio e, seu filho, Tibúrcio.
Quando foi denunciado por contrariar seu dever como oficial, teve de dar satisfações ao imperador sobre seus atos. O imperador o acusou de traidor, dizendo que havia confiado nele e reservado uma carreira brilhante ao jovem. Sebastião não negou sua fé e foi condenado à morte. Amarrado a um tronco, teve seu corpo perfurado por flechas pelos soldados da guarda pretoriana.
Uma viúva chamada Irene retirou as flechas e cuidou de Sebastião. Assim que ele se recuperou, apresentou-se novamente ao Imperador para censurá-lo de suas injustiças contra os cristãos. Frente à tamanha ousadia, Diocleciano ordenou que ele fosse açoitado até a morte.
FONTE: O Site dos Santos