São Paulo - A CPI dos Bingos prossegue em sua agenda de depoimentos sobre o caso Celso Daniel, o prefeito petista seqüestrado e assassinado em 2002. Amanhã, será a vez dos policiais que investigaram o crime. A partir das 11h, serão ouvidos os delegados Edson Santi e José Pinto de Luna, além do médico Paulo Algarate Vasques, que trabalhou com o médico Carlos Delmonte Printes.
Printes foi o primeiro legista a defender uma tese que provocou polêmica sobre o caso: a de que Celso Daniel foi torturado, o que contrariou a solução apresentada pela polícia de crime comum. Para a Promotoria Criminal de Santo André, no entanto, a tese de tortura confirma que os criminosos infligiram intencionalmente dores e sofrimentos graves a Daniel para tentar obter informações que comprometeriam implicados em casso de corrupção na cidade.
Na sexta-feira, Vasques apresentou um laudo complementar que reforçou a tese de tortura inicialmente defendida por Printes, que morreu em outubro.
Relatório parcial
Na quarta-feira, os integrantes da CPI discutem o relatório parcial apresentado pelo relator, o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN). Em seu relatório, o senador sugere o indiciamento de Ademirson Ariovaldo da Silva, chefe-de-gabinete do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, por formação de quadrilha, corrupção passiva, improbidade administrativa e crime contra o procedimento licitatório; e do presidente da Caixa, Jorge Mattoso, por prevaricação, descumprimento da lei de licitações e improbidade administrativa.
Também sugere a suspensão em 60 dias do contrato da Caixa Econômica Federal com a empresa GTech, investigada, junto com o banco, por supostas irregularidades da relação comercial. A GTech e a Caixa criticaram o relatório parcial e negaram as acusações.