As testemunhas de acusação do caso de extorsão a uma empresa de Araçatuba que levou à prisão cinco integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Bauru e Região (Sindtran) serão ouvidas na quinta-feira. Os sindicalistas continuam presos no Centro de Detenção Provisória (CDP) de São José do Rio Preto.
Os sindicalistas estão presos desde 28 de setembro. Na ocasião, depois de um mês de investigações, a Polícia Militar de Araçatuba prendeu o presidente do Sindtran, Elias Pinheiro da Silva, o membro do conselho fiscal da entidade, Paulo Henrique Del Rey, o secretário João Antônio Pazoni, o segundo-secretário, Mário Aparecido Henrique, e o diretor financeiro, Benedito Donizete da Silva sob acusação de cobrar R$ 60 mil para não provocar um movimento de greve entre os funcionários da empresa.
O advogado dos acusados, José Marques, acredita que em 30 dias ocorra uma audiência para julgamento de habeas corpus dos seus clientes. Segundo ele, os sindicalistas alegam terem sido vítimas de uma emboscada. “Para eles, foi um flagrante preparado pela empresa com o auxílio da Polícia Militar. Os cinco foram a Araçatuba, na época, para assinatura de um documento em favor dos trabalhadores. Mas, a empresa colocou um envelope na mesa dizendo que eles haviam pedido aquela importância. Eles foram lá para defender o interesse dos trabalhadores. Um documento que eles apresentaram na hora à empresa, deixava claro que eram contra a implantação de bilhete eletrônico e contra a terceirização dos ônibus”, defende o advogado.
O promotor de Justiça que está à frente do caso, Sérgio Ricardo Martos Evangelista, não foi encontrado para falar sobre o assunto.