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De olho no futuro


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O ano de 2006 promete ser bastante animado para os brasileiros. Teremos eleições para a Presidência, para os governos dos estados, para deputados e senadores. Também teremos Copa do Mundo, o que, para o brasileiro, sempre é um acontecimento ímpar.

Enfim, será um ano em que a esperança mais uma vez encherá os corações da população. No futebol, a perspectiva é realmente boa. O Brasil possui toda a condição de montar uma das melhores seleções da história, credenciando-se, assim, a levantar a taça pela sexta vez.

No campo da política, será possível, igualmente, marcar um gol de placa. Basta que todos tenhamos critério na hora de escolher em quem votar. A honestidade e a ética devem ser inerentes aos candidatos. É essencial, para completar, pesquisar bem o passado do postulante, para checar se costuma cumprir propostas e promessas de campanha.

Eleição, é claro, não é receita de bolo. Porém, se o candidato for coerente historicamente, se tiver em seu currículo um trabalho transparente e correto em defesa de uma saúde melhor, da universalização da educação, de luta por moradia, por emprego e por outros direitos fundamentais dos cidadãos, certamente será merecedor de confiança.

Por isso, não deixe para a última hora a escolha de seu candidato. Logo que os nomes forem apresentados oficialmente, comece a mudar o Brasil fazendo uma autêntica apuração da vida e da história daquele em que pretende votar.

Se tivermos esse cuidado, a possibilidade de transformar o Brasil num campeão de cidadania, mesmo que não seja tão já, aumentará bastante.

O autor, Isac Jorge Filho, é presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo

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