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Três são detidos tentando entregar celulares a presos em Araraquara

Folhapress
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Ribeirão Preto - Pela rabiola, a Polícia Civil conseguiu evitar que um telefone celular fosse introduzido, atado a uma pipa, anteontem no complexo que inclui a Penitenciária e o Anexo de Detenção Provisória (ADP) de Araraquara. Pega no ar, a pipa trazia um aparelho completo, com plástico protetor no visor, bateria e chip. Dois homens e um adolescente que estavam do lado de fora foram detidos.

Segundo a polícia, eles disseram que iriam ganhar R$ 50,00 cada, mas não apontaram quem os havia contratado nem para quem seriam os aparelhos. Com os três, a polícia encontrou um celular pessoal - cujas mensagens serão vasculhadas pelo Instituto de Criminalística - e outras três pipas: duas com baterias amarradas e uma só com a carcaça de um celular.

Segundo a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária, o alvo das pipas, provavelmente, era a penitenciária, já que o ADP é coberto por tela - na penitenciária, a cobertura é feita por cabos de aço, mas há vãos que permitem a passagem de uma pipa. Após serem ouvidos, os três foram liberados, mas terão que voltar a depor. A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária informou que uma sindicância interna será instaurada.

O Estado não soube dizer quantos celulares foram apreendidos no complexo no ano passado, mas informou que, em uma unidade de regime fechado, a média de apreensão desse tipo de aparelho varia de seis a oito por mês. As duas unidades estão superlotadas: a penitenciária tinha na sexta-feira 1.121 detentos, embora a capacidade seja para 750, enquanto o anexo tem 583 presos, mas deveria abrigar 496.

Inaugurado em outubro de 2004, o ADP tem alarme contra fuga com sensor de presença, sistema de som com 20 intercomunicadores, controle de automação de portas e acesso independente para visitantes e veículos.

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