Cultura

Encontro cria rede de cultura e consórcio para promover peças teatrais na região

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Representantes de 18 cidades do centro-oeste paulista reuniram-se anteontem em Assis para discutir a formação de uma rede cultural que possibilite a estruturação de uma espécie de consórcio, visando a apresentação de espetáculos teatrais nos municípios participantes. De acordo com o diretor de teatro Márcio Pimentel, da Cia. Sylvia que Te Ama Tanto, a Rede de Cultura Paulista tem o objetivo de divulgar os grupos e companhias da região, oferecer mais oportunidades para que eles apresentem suas produções e também gerar renda aos participantes.

Segundo Pimentel, a proposta envolve uma parceria entre a sociedade civil e o poder público, com apoio da Fundação Nacional da Arte (Funarte). Já estão inseridos na rede as cidades de Bauru, Ourinhos, Cândido Mota, Chavantes, Echaporã, Botucatu, Palmital e Assis, entre outras. “A rede está aberta a receber mais municípios. Inicialmente, vamos trabalhar apenas com teatro, mas existe a idéia de ampliação para outras áreas culturais”, comenta.

O consórcio funcionaria por meio da seleção dos espetáculos nas cidades participantes, realizada por uma comissão ou entidades - em Bauru, ficaram responsáveis a Secretaria Municipal de Cultura e a Associação de Teatro de Bauru e Região. “A iniciativa segue um raciocínio de barateamento da contratação dos espetáculos, onde várias prefeituras ‘compram’ as apresentações. O denominador comum é um custo menor para cada uma e a oportunidade, para as companhias, de apresentarem seu trabalho em mais cidades. Conforme a proposta, o grupo faz 10 ou 20 apresentações, de acordo com os critérios estabelecidos”, explica Pimentel, que está à frente da rede juntamente com Miguel Ramos, de Taubaté, e Fernando Zanetti, de Assis.

A reunião estabeleceu algumas metas para os integrantes da rede, como formar uma comissão para elaborar o sistema de trabalho do consórcio, mapear os grupos teatrais e as cidades participantes, promover rodízios das peças com grupos locais e nacionais e convidar mais prefeituras da região para integrar o sistema. Um dos pontos principais para a rede é a oferta de palestras, debates e oficinas com os grupos participantes após os espetáculos.

“É uma idéia simples, que precisa apenas de força de vontade para acontecer e estabelecer essa relação entre as cidades. É uma alternativa de geração de renda para os grupos que estiverem com seus espetáculos prontos. Assim, cada um recebe um cachê, que será estabelecido, por todas as apresentações”, destaca Pimentel.

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