No mês em que os paulistanos festejam o aniversário da cidade, as editoras antecipam algumas novidades que serão destaque na 19.ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A Editora DCL, por exemplo, aposta em um conhecido personagem de São Paulo, o rio Tietê. Escrito por Rogério Andrade Barbosa e ilustrado por Marcelo D’Salete, “Ai de ti, Tietê” navega pelo passado, presente e futuro do rio paulistano. Já na obra “Pirahy – Uma Aventura no Tietê”, editada pela Yendis, Luiz Carlos da Silva mescla história, folclore, geografia e biodiversidade para narrar a amizade entre dois peixinhos.
Entre os três lançamentos que compõem a coleção “Nossa Capital”, que será apresentada oficialmente na Bienal do Livro, a Cortez destaca o livro “São Paulo de Colina a Cidade”, de Amir Piedade. A obra, que traz ilustrações de Eduardo Vetillo, descreve o processo de transformação da cidade em uma metrópole tendo como ponto de partida o tempo dos índios, passando pela chegada dos imigrantes e a conseqüente miscigenação dos povos. Tudo é contado do ponto de vista de uma narradora bem diferente: a própria cidade.
Em “São Paulo Colonial: Sua Gente e Seus Costumes”, da editora Atual, Lilian Miranda e Patrícia Maia descrevem a trajetória singular da capitania de São Paulo de Piratininga no período de colonização. Já a obra “São Paulo Quatrocentona - A Palavra da Metrópole”, editada pela Litteris, traz uma antologia feita a partir de um concurso literário realizado entre autores paulistanos.
Para os paulistanos que acompanham os desenhos e minicrônicas de Vincenzo Scarpellini publicadas semanalmente no jornal “Folha de S. Paulo”, a Ateliê Editorial destaca o lançamento de duas obras desse artista: “São Paulo - Trânsitos”, inspirada na sinfonia apocalíptica regida pela cidade e seus carros, motos e pedestres, e “São Paulo - Vidas”, que destaca os personagens paulistanos que se escondem sob o cimento, o barulho e a poluição que assola a cidade.
Ainda na perspectiva de um olhar humanizado sobre a cidade, a Papirus Editora apresenta “O Mistério das Bolas de Gude: Histórias de Humanos Quase Invisíveis”. Escrito pelo jornalista Gilberto Dimenstein, o livro traz um mapeamento de metrópoles afetadas pela violência, como São Paulo e Nova York, sob um prisma diferente, o dos resistentes invisíveis, personagens de diversas origens, mas com uma história em comum: o desejo de criar alternativas à falta de esperança vivida pelos que se encontram em situações de risco.
Entre os títulos que têm como referência a arquitetura da cidade, destacam-se “São Paulo Cores e Sentimentos” e “São Paulo”, da coleção “Recuerda”. Editada pela Escrituras, a primeira obra, que será relançada na Bienal, traz 80 fotos de Eduardo Castanho, legendadas em quatro idiomas: português, espanhol, francês e inglês. Já a segunda, editada pela Everest e distribuída no Brasil pela Letraviva, traz um percurso pela capital paulista destacando desde o centro histórico até os famosos arranha-céus da cidade. E por falar em arranha-céus, Irineu Idoeta, Ivan Valeije Idoeta e Jorge Pimentel Cintra oferecem aos leitores uma visão literalmente diferente da cidade na obra “São Paulo vista do alto: 75 anos de Aerofotogrametria”, da editora Érica.
Na linha obras que debruçam um olhar reflexivo sobre a cultura em São Paulo, destaca-se “Metrópole e Cultura: São Paulo no meio século XX”, de Maria Arminda do Nascimento Arruda, professora titular no Departamento de Sociologia da USP. Editado pela EDUSC, a obra tem como tema a busca da articulação entre o processo que viria a transformar a cidade em uma metrópole e o aparecimento de linguagens da cultura moderna diferentes das que caracterizaram o Modernismo dos anos 20.
Pegando carona na onda modernista, a editora Cónex destaca “São Paulo: a juventude do Centro”, livro escrito pela dupla Pedro Cavalcanti e Luciano Delion, que mostra o papel do centro da cidade na efervescência cultural daquela época.
A Bienal Internacional do Livro de São Paulo será realizada de 9 a 19 de março no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Mais informações: www.bienaldolivrosp.com.br.