Turismo

Senhor do Bonfim

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 1 min

Baianas do candomblé vestidas de branco, água de cheiro, baldes de água e vassoura nas mãos. Os brasileiros viram há poucos dias pela tevê as imagens da lavação da igreja mais famosa de Salvador: a Senhor do Bonfim.

Para chegar à ela é fácil. Basta pegar um “frescão” (ônibus com ar-condicionado) num dos pontos próximos do mercadão e seguir para o bairro do Bonfim. Na TV, a escadaria parece bem maior do que realmente é. Na verdade, são apenas sete degraus famosos onde as baianas cantam e reverenciam o santo.

Santo? Outro fato curioso é que o Senhor do Bonfim não é exatamente um santo. Consta, apenas, que durante uma viagem entre Portugal e Brasil, o capitão português Teodózio Rodrigues de Faria enfrentou uma forte tempestade.

Temendo morrer, o capitão agarrou-se à imagem do Cristo crucificado pedindo para ter um bom fim e desmaiou. Ao voltar a si, Rodrigues de Faria estava navegando na tranqüila Baía de Todos os Santos. Como agradecimento, ele resolveu erguer uma capela em homenagem ao Cristo, que ele homenageou de Senhor do Bom Fim.

Em 1754, a capela deu lugar à atual igreja, que guarda a imagem original trazida pelo capitão português. Aproveite a visita para comprar várias fitinhas brancas do santo e trazer para os amigos, como lembrança.

Para conseguir a realização daquele pedido especial não esqueça de amarrar a fitinha num dos pulsos com três nós, cada um responsável por um pedido. A fé é tanta que existe na igreja uma sala dos ex-votos, com fotos e réplicas de membros humanos que receberam ajuda do santo.

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