Pesca & Lazer

História de pescador: Égua pescadora


| Tempo de leitura: 1 min

“Quando meu sogro era administrador da Fazenda Santa Eugênia, perto de Duartina, eu ia quase todo final de semana para a fazenda. Lá, tem uma represa muito grande e funda, feita quando o novo traçado da Companhia Paulista de Estradas de Ferro foi implantado entre Bauru e Garça.

À tarde, eu ia à represa pescar porque dava muita traíra e bagre. Acontece que vi com meus olhos este fato. Meu sogro tinha uma égua branca de nome Lembrança que puxava charrete. Quando ela estava solta, ia na represa tomar água e, quando abaixava para beber, vinha uma traíra e mordia no focinho da égua e ela mais que depressa dava um puxão com o pescoço e tirava a traíra. A bichinha era ensinada.

O meu sogro só ficava sentado à sombra de uma árvore que tinha atrás e ia recolhendo os peixes. Acontece que, um dia, meu sogro saiu para caçar e, nesse exato momento, que meu sogro ia chegando no lugar que a égua bebia água, o animal tirou uma traíra bem grande e quando deu o puxão, exagerou na força e a traíra foi enroscar num galho da árvore.

Nesse momento, meu sogro, ouvindo a traíra se debater nos galhos da árvore, pensando ser uma pomba, não vacilou e atirou. O peixe caiu e ele assustou. Não acreditou e, mais do que depressa, pensando estar ficando louco ou estar com insolação, voltou para casa e nunca mais caçou. Até hoje não consegui convencê-lo do que realmente aconteceu.

Domicio Iamashita é advogado e, de vez em quando, pescador

Comentários

Comentários