Tribuna do Leitor

Sr. Pedro Valentim, “devagar com o andor!!!...”


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Concordo com o seu pensamento, quando diz na Tribuna do Leitor de 17/1/06 que todos são iguais perante a lei. Na verdade, por todos serem iguais perante a lei, devem ser tratados com igualdade. Vou explicar.

Existe um departamento dentro da Polícia Militar que detecta os índices de maior criminalidade nas regiões da cidade. São consideradas áreas de risco. Em conseqüência disso, são feitas nesses locais abordagens em bares e pontos de ônibus, enfim, a lugares onde existe qualquer tipo de aglomeração. O policial, nessas ocasiões, age exatamente como lhe foi ensinado na academia de polícia. O sr. sabia, sr. Pedro Valentim, que o candidato a policial fica aproximadamente um ano estudando e aprendendo técnica policial, onde se embute outras matérias, como boas maneiras no trato com os seus semelhantes, e no final são avaliados por psicólogos e oficiais extremamente competentes? Eles aprendem lá exatamente como o senhor relatou, que todos são iguais perante a lei, e que em uma abordagem todos, sem exceção, devem ser identificados e revistados. Essa abordagem faz parte dos treinamentos, onde um dá cobertura para o outro. O abordado deve ficar de costas e encostado na parede. Como o senhor mesmo disse, o policial não tem “bola de cristal”. Não conhece o honesto e o desonesto. O senhor disse do constrangimento de um evangélico, que teve que colocar sua Bíblia no chão para ser revistado. O que o policial pode fazer, sr. Pedro Valentim? Só se ele (policial) levar em sua viatura uma mesa para os evangélicos colocarem suas Bíblias. E quem me garante que uma pessoa, só porque está com uma Bíblia nas mãos é do bem? Vamos fazer aqui uma comparação. Suponhamos que um seu filho (se é que o tem) fosse um policial e estivesse procedendo uma abordagem e não seguisse juntamente com seu parceiro os ensinamentos da academia de polícia. Suponhamos também que exista um marginal entre os abordados. Sabe o que aconteceria, sr. Pedro Valentim? Seu filho poderia ser agredido mortalmente com uma faca nas costas. Graças a Deus, seu filho não é policial, nem poderia ser, pois foi educado pelo senhor que tem aversão por policiais. Ele não passaria no teste psicológico, pois “tal pai, tal filho”.

Sr. Pedro Valentim, não me venha com essa que “não devemos generalizar”, tentando com isso “cobrir o sol com uma peneira”. O sr. deve dar nomes. Todos os policiais os têm no peito. Dê nomes e não denigra uma corporação que é considerada uma das melhores do Brasil, mesmo com um dos salários mais baixos. Se o policial extrapolou, será punido. Dê nomes e exija as conseqüências. Para finalizar, pergunto: o senhor lê jornais? Se os lê, deve se inteirar de policiais mortos em postos policiais. O sr. sabia que os policiais saem da sociedade, e que têm filhos e esposas? Que estas ficam esperando todos os dias a volta deles depois do trabalho? São humanos e sofrem todo o tipo de pressão. Pressão feita pelo senhor, sr. Pedro Valentim. Pressão de pessoas como o senhor, que “não dão a mínima”, quando um policial arrisca a vida para defender pessoas. Pessoas, talvez como o senhor.

Luiz Carlos Pasquarelo - RG 3.053.575

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