Se o fictício Coronel Licurgo (Luis Melo) ofuscou a saga do jovem médico e político Juscelino Kubitschek, as histórias que darão o tom da terceira fase de “JK” podem corrigir o desvio de rumo da telebiografia. Com elenco repleto de estrelas globais de primeiro time, a minissérie de Alcides Nogueira e Maria Adelaide do Amaral dá um pulo no tempo a partir de hoje para mostrar o caminho que Juscelino Kubitschek - agora interpretado por José Wilker - trilhou até chegar à Presidência.
“Por ser essa parte mais conhecida da história de Juscelino, o público acaba tendo mais interesse”, contou a autora. A terceira fase da trama começa quando Juscelino é eleito deputado federal. No Rio de Janeiro, ele vai viver com a mulher, dona Sarah (Marília Pêra), e as filhas, Marcia e Maria Estela (as crianças Maria Mariana Azevedo e Bianca Salgueiro). Nessa fase, JK ainda é eleito governador de Minas Gerais, antes de ganhar as eleições para presidente, em 1955.
Fora da esfera pública, é nesse período que o político mineiro vê seu casamento degringolar e se apaixona pela jovem Marisa (Letícia Sabatella) - personagem que, na verdade, não existiu na vida real. Marisa é uma personagem que vai sintetizar todas as amantes que Juscelino teve na vida. O romance deve preservar o ritmo folhetinesco - e a audiência, na casa dos 32 pontos -, garantida pelas tramas paralelas nas primeira e segunda fases da minissérie. “Apesar de não ser baseada em uma única amante, quis me encontrar com mulheres que mantiveram contato com ele para não destoar do tom biográfico”, disse Letícia, na ocasião da estréia da minissérie.
Assim como Juscelino teve que apertar o passo para entregar Brasília em menos de cinco anos, a Globo tem feito o mesmo para finalizar os capítulos antes do início da terceira fase. A correria nos bastidores é tamanha que cenas que serão exibidas amanhã foram gravadas apenas anteontem. Até o dia 24 de março, quando a minissérie está programada para terminar, o ritmo de gravação deve continuar intenso.