Economia & Negócios

Entidades de classe reivindicam incorporação do valor ao salário


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O bônus é, de fato, alvo de muitas críticas entre o professorado. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), tanto em Bauru quanto em São Paulo, quer que o benefício seja atribuído ao salário-base.

A coordenadora da subsede do sindicato em Bauru, Maria José de Oliveira dos Santos, acredita que o benefício precisa ser revisto. “Somos contra qualquer gratificação ou política de bonificação. Se esse dinheiro que é pago através de bônus vira salário, também poderá ser estendido aos aposentados. É por isso que lutamos”, destaca.

O secretário-geral da Apeoesp em São Paulo, Fábio Santos de Morais, diz que o benefício é prejudicial não só para os inativos, mas também para os docentes em exercício.

“A forma de distribuição é absurda, porque as regras não são transparentes. É um número pequeno no Estado que recebe o valor máximo. Uma grande parcela recebe o valor mínimo e, o que é mais nefasto nessa política, é o aposentado ficar de fora do benefício”, comenta o secretário.

Segundo ele, a Apeoesp vai encaminhar uma ação à Assembléia Legislativa nos próximos dias para que os deputados possam se manifestar sobre o assunto.

Para Maria José de Oliveira Faustim, do Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo (Udemo), o governo tem condições de contemplar também os inativos.

“O dinheiro arrecadado com o imposto de renda do próprio bônus, de cada professor, poderia ser revertido para pagar os aposentados. Reivindicamos não o valor máximo, mas o mínimo. Na verdade, nós achamos que todas as formas de gratificações são injustas, porque não são incorporadas ao salário”, completa.

Na Justiça

A dirigente regional do Centro do Professorado Paulista (CPP), Vera Lúcia Durand da Silva, informa que a entidade protocolou uma ação coletiva na justiça para que o governo passe a beneficiar também os aposentados. “Queremos um bônus diferenciado para o aposentado, essa situação não pode continuar. O governador (Geraldo Alckmin, nos prometeu tomar alguma providência nesse sentido, mas até agora nada foi feito”.

Conforme dados da Apeoesp, o Estado de São Paulo possui hoje cerca de 203 mil professores na ativa. O número de aposentados, estima o sindicato, também é de aproximadamente 200 mil.

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