A Delegacia de Infância e Juventude (Diju) vai investigar um caso de abuso sexual registrado anteontem em boletim de ocorrência lavrado no Plantão Policial. No documento, a mãe de uma menina de 3 anos relata que deixou a filha na companhia do primo, de 11 anos. Quando a mãe foi buscá-la, a criança contou que o primo teria ‘tocado suas partes genitais’ e que estava com dores no abdomen.
No outro dia, a menina começou a apresentar sangramento vaginal e foi levada pela mãe ao Pronto-Socorro. Lá, foi examinada por um médico legista. Logo depois, foi liberada.
Com base no resultado do exame, e após ouvir a mãe da criança, a Diju dará o encaminhamento para o caso. Se o abuso ficar constatado, por se tratar de uma criança de 11 anos que seria a autora, o caso será acompanhado pelo Conselho Tutelar. A criança poderá ser inserida em algum projeto social.
Os pais assinarão um termo de responsabilidade. “O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que, aos 11 anos, a criança não comete crime”, explica o delegado Adib Jorge Filho, titular da Diju.
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Os agressores
Vizinhos, professores e familiares são os principais denunciantes de casos de agressão envolvendo crianças e adolescentes, como abuso sexual. Normalmente, este tipo de ocorrência envolve pai, padrasto ou parentes da vítima, mas mesmo assim parte dos casos chega ao conhecimento de órgãos competentes.
As notificações podem ser feitas por telefone ou pessoalmente, sendo que a testemunha, se quiser, terá a identidade preservada. O Crami, entidade mantida pela Fundação Toledo, está situado na rua Campos Salles, 9-18, na Vila Pacífico.
No local funciona ainda o Centro de Referência e Atenção às Pessoas com Deficientes e Idosos (Cradi), para onde também foi encaminhado o caso da testemunha ouvida pela reportagem, pois uma idosa também foi agradida. O contato telefônico para os dois órgãos é (14) 3238-3000. Já o Conselho Tutelar pode ser acionado pelo telefone 0800-7700002 ou pelo endereço avenida Rodrigues Alves, 6-29, 3.º andar.
Luciana La Fortezza