Auto Mercado

Prejuízo certo

Marcelo Ferrazoli
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Riscos na pintura, amassados e ferrugens na lataria e estofamentos rasgados são apenas alguns dos problemas que desvalorizam os automóveis e podem fazer o dono do carro perder dinheiro na hora da venda. “Se não estiver bem conservado, a desvalorização chega a mais de 10%, podendo atingir os 12%”, enfatiza Milton Simão, dono de uma revendedora de veículos.

Suspensões rebaixadas e rodas que excedam o tamanho original do aro são outras modificações que contribuem para desvalorizar o veículo. “Esses carros têm mercados específicos. E, quanto mais restrito for o mercado, maior é a desvalorização. É a famosa lei da oferta e da procura”, esclarece Simão.

O empresário acrescenta que motores e câmbios mal conservados também colaboram para diminuir o valor de revenda dos carros. “Isso porque, no caso dos usados, a principal garantia fornecida pelas revendedoras aos consumidores é sobre motor e câmbio. E é óbvio que, se uma agência receber um automóvel com esses itens ruins, obrigatoriamente terá de desvalorizá-lo para deixá-los em ordem e posteriormente dar a garantia ao futuro proprietário”, argumenta. E completa:

“Hoje, o cliente de carros usados e seminovos é bastante exigente e informado. Pela concorrência atual no mercado, o consumidor procura as revendas que vendam os veículos em melhor estado. Até porque a pessoa, quando adquire um automóvel desses segmentos, não pretende gastar nada. E se tiver de colocar a mão no bolso tem de ser muito pouco.”

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