Devemos pagar impostos para receber, em troca, serviços públicos de qualidade. Como temos tido oportunidade de aprender, os impostos estão embutidos em todos os produtos ou serviços que utilizamos. Querendo ou não, nós pagamos. Somos os consumidores, não temos como escapar. Para onde vai esse dinheiro que não é pouco? Uma parte dele fica já na empresa mesmo, quando não é emitida a Nota Fiscal. Nessas horas, a gente se cala e não pede. É o nosso dinheiro para os impostos que vai ficar ali e, no entanto, nos comportamos como se não tivéssemos nada com isso. Há aqueles que lutam pela redução dos impostos. Mas a maioria se cala porque lutar dá muito trabalho e fica muito mais fácil sonegar o que for possível. Bem, e quanto aos impostos que chegam aos cofres públicos? Uma parte se perde pela corrupção, outra parte pela aplicação mal feita e, então, finalmente, o que sobra é aplicado nos serviços para a população. Dinheiro nosso, suado, que volta pingado para nós mesmos! Isto é, o que resta dele... Se não estivéssemos tão cansados da luta diária, das filas que enfrentamos... Se não estivéssemos tão carentes dos serviços públicos que não recebemos... Quem sabe, teríamos forças para reclamar, para não calar. Nem diante da sonegação, nem diante da corrupção, nem diante do mal uso. Pois sabemos bem em que momento o suado dinheirinho sai dos nossos bolsos, mas não sabemos como nem quando retorna...Isto é, quando retorna. (Elizabeth Mattiazzo - RG 4.870.982-7)
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